Análise do Filme: Show de Truman. (1998)

Critica de Filmes

Dirigido por Peter Weir e estrelado por Jim Carrey, Laura Linney, Ed Harris, Natascha McElhone, Noah Emmerich, Philip Glass, Paul Giamatti e Peter Krause.

O Show de Truman acompanha a vida de Truman Burbank (Jim Carrey), um homem aparentemente comum e que vive em Seahaven, uma cidade acolhedora. E que também é sempre protegida, amigável e perfeitamente organizada.

Bem, eu já ficaria desconfiada desde aí se eu fosse o Truman. Ainda mais hoje em dia onde a violência está em um nível bem avançado.

Truman trabalha em uma segurança, tem uma esposa dedicada, Meryl (Laura Linney), e mantém uma rotina tranquila, embora às vezes, se sente um pouco inconformado, como se algo em sua vida não se encaixasse totalmente.

Bem isso faz sentido já que sempre temos aquela vozinha na nossa cabeça que nos avisa. E quase nunca a escutamos.

O que Truman não sabe é que sua vida inteira é uma farsa. Desde seu nascimento, ele é protagonista involuntário de um reality show transmitido ao vivo para milhões de espectadores em todo o mundo.

Eu sinceramente, não gostaria de estar na pele dele. Não é que eu não gostaria de ter uma vida saudável, feliz e sem violência entre outras coisas, mas descobrir que sua vida inteira foi uma farsa é algo que não gostaria de saber não. É como se tudo o que você tivesse como alicerce se desmoronasse de uma hora para outra.

Sua cidade é, na verdade, um imenso estúdio fechado por uma gigantesca cúpula: seus amigos, vizinhos, colegas de trabalho e até mesmo sua esposa são atores seguindo roteiros controlados com cuidado.

O responsável por toda essa trama, e que comanda esse reality show único é Christof (Ed Harris). Ele é o criador do programa e que manipula cada aspecto da vida de Truman e o impede de sair da ilha ou conhecer a verdade sobre o mundo real.

Com o passar do tempo, acontecem pequenas falhas: equipamentos de filmagem caem do céu “por engano”, rádios interferem e revelam frequências que controlam seus movimentos, pessoas repetem trajetórias de forma mecânica. E com essas anomalias acontecendo, Truman começou a desconfiar ainda mais.

Sua inquietação fica ainda pior pela lembrança de Lauren/Sylvia (Natascha McElhone), uma jovem que tentou revelar a ela toda a verdade anos atrás, mas que acabou sendo retirada do programa.

Determinado a descobrir o que há além dos limites de Seahaven, Truman desafia tudo o que conhece. Enquanto Christof tenta conter sua rebeldia e manipulando o clima, as rotas e as pessoas ao seu redor.

E mesmo assim Truman não desiste e demonstra ter uma coragem inesperada. E decide enfrentar o desconhecido. Em um dos momentos mais icônicos do cinema, ele alcança o “fim do mundo”: a parede da cúpula que limita sua existência.

Essa coragem do Truman de enfrentar o desconhecido eu achei muito bacana. Porque quantas pessoas teriam mudado de ideia e ter ficado naquela mesmice de sempre? É muito mais cômodo e confortável ficar na sua zona de conforto. O desconhecido causa medo em muita gente.

E mesmo com medo, Truman decidiu encarar o perigo e foi além. Ao encontrar uma porta que leva ao exterior, Truman precisa escolher entre a segurança da ilusão e a liberdade do real. Com um gesto simples e profundamente simbólico ele se despede do público e atravessa a porta, encerrando para sempre o show que o aprisionou por muitos anos.

 Eu sei que é fictício, mas todos nós podemos passar por esses tipos de aprisionamento. E quantas pessoas são fortes e decididas que realmente encaram a dura realidade da vida real?

Bem, eu vou ficando por aqui. O que vocês acharam desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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