Dirigido por Mary Lambert e estrelado por Cary Elwes, Brooke Shields, Drew Barrymore, Eilidh Loan, Vanessa Grasse, Lee Ross, Tina Gray e Stephen Oswald.
Assim que eu soube que iria sair esse filme, fiz questão de assistir. Meu pai tem a Netflix na televisão dele e assim que lançou, fui ver no serviço de Streaming. Ainda mais que soube que teria uma participação especial de Drew Barrymore. Sou fã desde o filme E.T e não pude deixar de assistir.
Mas vamos falar desse filme. Eu gostei da química Brooke Shields e Cary Elwes. Já fazia algum tempo que eu não via nada com ele. Então me senti saudosista enquanto via esse filme.
A trama acompanha Sophie Brown (Brooke Shields) que é uma famosa escritora que enfrentou uma crise pública após a repercussão negativa de seu último livro. Nessa última sequência no livro, ela mata o herói que é muito amado pelos fãs.
Esse escândalo foi tão feio que virou assunto até no programa da Drew Barrymore. Aqui, a Drew aparece como ela mesma em uma participação especial e comentando sobre a polêmica que foi a Sophie ter matado em seu último livro aquele herói tão amado por todos.
Sophie está esgotada e cansada de ter recebido tantas críticas negativas e ela precisa sair um pouco dessa pressão. E o que ela faz? Decide se afastar de tudo e de todos e viajar para a Escócia em busca de paz. Além de poder revisitar a região onde seu pai viver durante a juventude.
E que cidade linda! Amo ver a região desse lindo país chamado Escócia. E ao chegar na vila local, Sophie se encanta com o povoado, suas tradições natalinas e do majestoso castelo histórico Dun Dunbar. Seu pai sempre comentava sobre o castelo e ela aproveitou para conhecer.
Quando Sophie descobre que o castelo está a venda, decide comprá-lo por impulso emocional, sonhando em restaurar uma memória familiar e recomeçar sua vida. Mas esse castelo pertence a Duque Myles (Cary Elwes), um nobre orgulhoso, rabugento e resistente a mudanças. E ele não aprova a ideia de uma estrangeira adquirir sua propriedade ancestral.
E para piorar, o Duque se recusa a deixar o castelo imediatamente e isso obriga Sophia e ele a dividirem o mesmo espaço por um tempo. A convivência é marcada por discussões espirituosas, choques culturais, disputas entre os dois para ver quem era o mais teimoso e um humor refinado típico das comédias românticas natalinas.
Conforme o tempo vai passando e os dois convivendo direto, a hostilidade vai cedendo espaço a uma aproximação inesperada. Sophie se envolve com a comunidade local e assim reconquista a alegria de viver e acaba enfrentando a fragilidade em si mesma que vinha evitando.
E Myles? Ele acaba enfrentando o seu apego ao passado e descobre que abrir o coração pode ser tão importante quanto preservar a sua história.
Com o Natal se aproximando, ambos precisam decidir se desejam dar uma nova chance ao amor, e se o castelo pode se tornar mais do que uma propriedade e sim um lar construído por ambos.
Enfim é uma história sobre recomeços, vulnerabilidade, e um Duque extremamente teimoso que não quer dar o braço a torcer!
O filme foi filmado principalmente em Edimburgo, na Escócia e nos arredores.
No início Sophie tinha medo de decepcionar os outros e ela carrega a pressão de agradar os fãs, a mídia e até o próprio legado do pai. Quando algo sai errado, ela se vê sendo julgada publicamente e essa sensação de “não ser suficiente” lhe causou a vontade de fugir.
E essa fuga para a Escócia simboliza não apenas uma viagem, mas a busca por identidade, pertencimento e uma reconexão com ela mesma.
Já Myles representa alguém com apego às tradições. Ele está preso ao legado do castelo e à memória da família. Ele é resistente a qualquer mudança. Ele vê Sophia como uma ameaça, porque sua presença representa mudança, movimento, transformação. E para ele qualquer mudança parecia um risco.
Esse castelo é uma metáfora perfeita para os dois. Para Sophie era um recomeço, uma chance de reconstruir sua história. Para Myles era a última ligação com o passado, algo que ele temia perder. E a convivência dentro do castelo obrigou os dois a confrontares os seus medos, limites e expectativas.
E é o acolhimento da comunidade que ajuda Sophie a florescer novamente e o que suaviza a dureza emocional de Myles. Não precisamos estar sozinhos para recomeçarmos. No final o castelo aqui não é sobre pedras e paredes, mas sim sobre criar um lar emocional.
E vocês? O que acharam do filme? Quem quiser comentar sobre ele, fique a vontade. Até a próxima matéria.
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