Análise do filme: Frankenstein. (2025)

Critica de Filmes Terror

By Andréia Rodrigues – Terror/Ficção científica . 2h 29m

Fomos presenteados com mais uma obra cheia de sentimentos, cores e incríveis formas que são moldadas e que moldam nossos sentidos, por Guillermo del Toro. O livro Frankenstein escrito Mary Shelley, já foi traduzido para as telas de cinemas diversas vezes, contudo, quando um grande diretor se mostra interessado em reviver essa excelente história, ficamos curiosos e animados, para ver novamente um médico/cientista, buscar o fim da morte e trazer de volta a vida um ser.

A pergunta é como será desenvolvido todo esse processo? Vamos ver um filme mais próximo da obra literária? Vamos ver um filme que se aproxima de Frankenstein (1931) ou de Frankenstein (1994)? É impossível não traçar comparações sobre as obras, mesmo sabendo que elas são fruto de seu tempo e tem muito de seus roteiristas e diretores.

O Frankenstein de Guillermo del Toro, impressiona com sua imagem, seus efeitos práticos, e efeitos digitais que não atrapalham o funcionamento da obra. É com muita alegria que vi um animatrônico maravilhoso, muito parecido em visual e movimentos, com a mesma técnica utilizada no filme A volta dos mortos vivos (1985).

Com uma abordagem diferente da obra de Shelley em muitos aspectos, temos um Victor Frankenstein muito mais narcisista, e compenetrado para realizar seus desejos, independente do necessário, é algo que o diferencia das outras abordagens já vistas, pois não trás a ideia de fazer o bem a humanidade, e sim impor sua vontade ao mundo.

O ator Oscar Isaac, dá uma verdade imponente ao seu Victor, sendo extremamente vilanesco, e sem escrúpulos. Em contrapartida temos o “monstro” trazido a vida de Jacob Elordi, que é inocente, curioso, incrivelmente forte e imortal.

Falar sobre a grandeza visual do filme é estar se repetindo em todas as críticas, falar sobre a mão forte do diretor também é inevitável, mas vamos nos concentrar nas diferenças que nos chamam atenção. Além dos sutis detalhes entre os personagens centrais da trama, temos a personagem de Elisabeth (Mia Goth), que aqui não é noiva e nem esposa de Victor e sim de seu irmão William Frankenstein (Felix Kammerer). É uma mulher exótica, que atrai Victor por confundi-lo com suas ideias, e que tem uma aproximação muito forte com a criatura.

O meu parecer sobre o filme foi a diferença da mensagem gravada na minha mente. Esse filme não trás um homem que quer derrotar a morte, não é sobre uma vingança, não é sobre a vitória da ciência em relação a Deus. Esse filme é sobre os monstros, pessoas que estão em busca de saciar o próprio ego, a busca da vida em relação a sí próprio, e aos outros.

Podemos ver muitas metáforas, perguntas e respostas sobre o filme, mas os principais questionamentos que rodeiam a minha mente são: Será que devemos fazer o que quisermos, só porque podemos? Só porque somos capazes, sem se preocupar com as consequências? Será que desejar algo em excesso não nos transforma em escravos?

Você tem realmente a resposta para esses questionamentos? Escreva nos comentários.

Elenco: Oscar Isaac, Jacob Elordi, Mia Goth, Christoph Waltz, Felix Kammerer, Charles Dance, Ralph Ineson, Sofia Galasso, David Bradley, Burn Gorman, Lauren Collins, Lars Mikkelsen, Felix Kramer, Nikolaj Lie Kaas.

Diretor: Guillermo del Toro.

Diretor de fotografia: Dan Laustsen.

O filme Frankenstein (2025), está disponível no catálogo da Netflix.

Loading

Compartilhe nosso artigo

4 thoughts on “Análise do filme: Frankenstein. (2025)

Deixe um comentário para Márcia dos Santos Marques Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *