Dirigido por Frank Capra e estrelado por Barbara Stanwyck, Gary Cooper, Walter Brennan, Edward Arnold, James Gleason e Rod La Rocque.
Eu sei que sou suspeita para falar de filmes de Barbara Stanwyck e Gary Cooper, mas esse filme é fantástico. Essa comédia romântica do Capra é tão humanista e faz uma crítica social, e uma profunda reflexão profunda sobre manipulação política, a solidão (no geral), e sobre esperança coletiva.
A história começa quando Ann Mitchell (Barbara Stanwyck), uma jornalista talentosa de um jornal é demitida devido a cortes financeiros. Antes de sair, ela escreve uma última coluna. Ela estava com muita raiva e desesperada. Então ela cria uma coluna falsa, e nessa matéria escreve ter recebido a carta de um homem desempregado chamado John Doe, que ameaça se matar na noite de Natal em protesto contra a corrupção e a pobreza em que vive.
A matéria gera enorme repercussão: Os cidadãos se sensibilizam e exige que o jornal intervenha. Percebendo o potencial da história, os donos do jornal decidem manter Ann e transformar “John Doe” em alguém com fama nacional. E eles começam a procurar um possível John Doe. Já que ele ainda não existe. Até que Ann encontra Long John Willoughby (Gary Cooper). Um mendigo simples, honesto e sem muitas perspectivas de vida.
Então, o mendigo assume o papel de “John Doe” e, guiado por discursos escritos por Ann, torna-se um símbolo de esperança para milhões de americanos. Seus discursos exaltam solidariedade, ajuda mútua, dignidade, respeito com o próximo. E a partir daí, criam um movimento chamado “John Doe Clubs”, formado por cidadãos comuns. E iam a várias cidades do País. Virou febre nacional.
Mas, por trás desse sucesso todo, tinha interesses obscuros. O poderoso editor do jornal, DB Norton (Edward Arnold) usava a carisma e a popularidade de John Doe para fins políticos, manipulando a opinião pública.
Ann que no início era movida apenas pelo desejo de manter o emprego e conseguir sustentar a casa, começa a se apaixonar por Willoughby e se sente cada vez mais culpada pela mentira que os dias sustentam. Já Willoughby ao começar interpretar John Doe passa a acreditar nos ideais que passa para as pessoas. E luta com ele mesmo. Ao mesmo tempo ele quer contar a verdade a todos e tem medo de decepcionar milhares de pessoas que o seguem.
Quando a farsa é finalmente descoberta, Willoughby é humilhado publicamente e se sente traído por todos. Desesperado e sem mais perspectiva de vida, ele decide cumprir a ameaça em se suicidar na noite de Natal. Mas será que Ann vai deixá-lo cometer esse ato? Ela completamente apaixonada por ele, faz um apelo emocionalmente lindo. Pede para que ele não desista de viver. E o lembra que quantas pessoas ele ajudou a viver e a cuidarem de si mesmas.
E ser capaz de ser alguém que inspirasse outras pessoas a mudar de vida e a crescer era o que importava. Capra aqui traz uma nota de esperança, e mesmo em meio à manipulação e ao cinismo ainda temos motivos os suficientes para viver.
Frank Capra é um dos meus diretores favoritos. E para mim, esse está na lista dos filmes que mais gosto. Ainda mais tendo no elenco Barbara Stanwyck e Gary Cooper.
E vocês? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar algo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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Sou fã do Gary Cooper, precisando rever esse filme, parabéns pela análise do filme