Análise do filme: Meu Primo Vinny. (1992)

Critica de Filmes

Dirigido por Jonathan Lynn e estrelado por Joe Pesci, Marisa Tomei, Ralph Macchio, Fred Gwynne, Mitchell Whitfield e Lane Smith.

Eu me lembro de ter assistido esse filme quando saiu. Que mistura comédia com crime e mistério. Bem, eu posso dizer que é uma comédia judicial que mistura humor refinado com tribunal.

E me lembro também de ter gostado e muito dessa história. Marisa Tomei, Joe Pesci e Ralph Macchio estão muito bem nesse filme.

Billy Gambini (Ralph Macchio) e seu amigo Stan Rothenstein (Mitchell Whitfield) são dois jovens de Nova York e estão viajando pelo interior dos Estados Unidos quando param em um pequeno mercado em Alabama.

Pouco tempo depois, são presos e acusados de um assalto e também assassinato do dono da loja. Um crime que, na verdade, não cometeram. Billy completamente assustado e desorientado decidiu chamar seu primo Vinny Gambini (Joe Pesci) para defendê-los.

Só que tem um pequeno problema: Vinny é recém-formado e não tem experiência nenhuma em julgamentos. E também não tem aquele jeito conservador que descobriu ser na cidade em que o primo se encontra.

Vinny viaja ao Alabama com sua noiva, Mona Lisa Vito (Marisa Tomei), uma mulher extremamente perspicaz, muito inteligente e com um conhecimento sobre mecânica de automóveis, e essa habilidade acaba sendo fundamental para o caso.

Ao chegar ao tribunal, Vini se depara com o severo juiz Chamberlain Haller (Fred Gwynne), que não tolera seu comportamento desleixado, seu jeito totalmente informal de falar e seu desprezo inicial.

Mas para mim isso acaba sendo alívio cômico. E deixando o filme leve. Vinny comete vários erros processuais, não sabe como tratar os Juízes, advogados e afins no tribunal. E normalmente entra em choque com o promotor Jim Trotter III (Lane Smith), que é muito mais experiente e que está confiante de que os rapazes são culpados.

E apesar de sua inexperiência e do caos que isso causa, Vinny acaba percebendo algumas inconsistências nas provas apresentadas e nas suas testemunhas de acusação. Ele usa seu julgamento lógico, ainda que de forma um pouco convencional para expor falhas nos depoimentos, principalmente em relação ao tempo, à visibilidade do crime e ao veículo visto na cena. E aqui temos um dos momentos mais memoráveis do filme. Mona Lisa presta um depoimento decisivo como especialista em automóveis, desmontando inclusive técnicos que estavam visando promoção sobre o modelo do carro utilizado no crime.

Eu gostei dessa reviravolta que aconteceu no filme. No começo parecia que Billy não iria conseguir e meio que estava dando tudo errado, mas eu pergunto a vocês: Será? Acho que não hein. Por quê? Porque Vinny com um pouco de inteligência, coragem, sorte e com a ajuda de Mona Lisa, ele consegue reverter a situação no tribunal e revelando o verdadeiro culpado, além de provar a inocência de Billy e Stan.

Esse ato improvisado de Vinny acabou conquistando não somente a absolvição dos rapazes, mas também o respeito do Juíz e de toda a corte.

Além da narrativa divertida, Meu Primo Vinny explora temas como preconceito, estereótipos, insegurança profissional além da persistência e do pensamento crítico. A atuação de Marisa Tomei foi tão marcante que ela recebeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, e dessa forma consolidando seu papel como uma das personagens femininas mais icônicas de comédias, comédias românticas dos anos 90.

Por que eu escolhi falar desse filme? Essa é a minha homenagem a atriz Marisa Tomei que está fazendo aniversário hoje. (04/12). O que eu posso desejar a ela é muitas felicidades e uma vida longa e próspera!!!

E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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5 thoughts on “Análise do filme: Meu Primo Vinny. (1992)

  1. Parabéns pela análise, Marisa Tomei ganhou o Oscar de atriz coadjuvante por esse personagem, existe uma lenda, que diz que Jack Palace entregou o Oscar errado pra ela, mas com certeza é teoria da conspiração porque a atuação dela está fantástica e mereceu ganhar o prêmio

    1. Obrigada, Sr. Spock. A Marisa Tomei está ótima nesse filme. Sim, eu ouvi falar disso, mas deve ser uma lenda mesmo… kkkk. Bem lembrado. Eu ri muito a primeira vez que ouvi falar sobre isso. Como hoje é o aniversário dela, achei que seria interessante falar sobre esse filme. Obrigada pelo comentário.

  2. Ótima análise, Mimi. Este filme é daqueles que desde a primeira vez que o vi me cativou. Primeiro pela Marisa Tomei com um estilo único de atuar e para completar muito bem o Joe Pesci. O que parece não combinar é o que dá o ar da graça: Joe Pesci não parece combinar com um assunto sério, e a personagem da Marisa não parece combinar com o lugar. Mas é justamente essas peculiaridades que fizeram este filme tão especial

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