Neurociência e maternidade: como Dra. Renata Machado Tottola transforma a rotina de mulheres e mães

Saúde

A maternidade é uma das experiências mais profundas e transformadoras da vida de uma mulher. Muito além das mudanças emocionais e físicas, ela provoca uma verdadeira reorganização no cérebro feminino. No entanto, compreender apenas os mecanismos neurobiológicos não é suficiente para sustentar a mulher no longo prazo da vida materna. É a partir dessa visão ampliada que o trabalho da Dra. Renata Machado Tottola se destaca no cenário nacional, ao articular os achados da neurociência com a antropologia feminina e a filosofia simbólica da mulher, ajudando mulheres e mães a lidarem com a sobrecarga mental, a exaustão e os desafios diários de forma mais gentil, consciente e eficaz.

Bacharel em Psicologia pela FAESA, com certificação e especialização em Ciências da Família pelo Instituto CIM, Dra. Renata atua como palestrante em desenvolvimento pessoal, parentalidade e relações familiares. Autora do livro Maravilhosamente Organizada, ela se diferencia por integrar ciência contemporânea, leitura histórica da condição feminina e simbólica do feminino, traduzindo conceitos complexos da neurociência em estratégias acessíveis que não se limitam ao “fazer mais”, mas resgatam formas estruturantes pelas quais a mulher historicamente se organizou, se nutriu e floresceu, especialmente na rotina de mulheres e mães.

Segundo a especialista, a maternidade provoca mudanças cerebrais duradouras, comparáveis às transformações que ocorrem na adolescência. Áreas ligadas à empatia, vigilância, instinto materno e recompensa são intensificadas, enquanto funções como memória recente e foco em tarefas triviais podem apresentar alterações temporárias, fenômeno conhecido como “cérebro de mãe”. “A maternidade não reduz a capacidade cognitiva da mulher, ela reorganiza o cérebro para priorizar o cuidado e a proteção dos filhos”, explica a Dra. Renata Machado Tottola. Para ela, quando essa reorganização é compreendida à luz da história e da natureza feminina, a mulher deixa de se sentir inadequada e passa a reconhecer sentido no que vive.

As intensas flutuações hormonais durante a gestação e o pós-parto também exercem papel fundamental nesse processo. Hormônios como a ocitocina e o estrogênio impactam diretamente o humor, a sensibilidade emocional e o comportamento. “Essa maior sensibilidade é um ajuste biológico natural, que prepara a mulher para perceber com mais precisão as necessidades do bebê”, afirma. A Dra. Renata ressalta que, culturalmente, essa sensibilidade foi durante séculos reconhecida como potência feminina, e não como fragilidade — um olhar que seu trabalho busca restaurar.

Outro aspecto amplamente abordado pela Dra. Renata é a exaustão cerebral materna. A privação de sono, aliada à sobrecarga emocional e ao acúmulo de responsabilidades, pode comprometer a autorregulação emocional e dificultar o cuidado com os filhos. “Quando a mãe está em exaustão, o cérebro entra em estado de alerta constante, o que afeta as emoções, as decisões e a dinâmica familiar”, ressalta. Ela aponta que o esgotamento não nasce apenas do excesso de tarefas, mas da desconexão entre o modo de vida atual e os ritmos naturais femininos já amplamente observados ao longo da história.

Com base na neurociência aplicada à rotina, integrada à antropologia e à simbólica feminina, a especialista defende a priorização com foco seletivo, reconhecendo que o cérebro materno está naturalmente programado para o bem-estar dos filhos. “Quando a mulher define prioridades claras e aceita que nem tudo precisa ser perfeito, ela passa a usar o funcionamento do próprio cérebro a seu favor”, destaca. Segundo ela, isso só se sustenta quando a mulher deixa de viver apenas no desempenho e reencontra formas de recarga que respeitam sua natureza. Gerenciamento de energia, descanso, autocuidado, estímulo cognitivo e social, além de ambientes e rotinas estruturadas, também fazem parte dos princípios defendidos por ela.

Além de sua atuação acadêmica e como autora, a Dra. Renata Machado Tottola acumula importantes reconhecimentos no desenvolvimento humano e liderança, com premiações nacionais pela multinacional americana Mary Kay, incluindo recordes consecutivos de desenvolvimento de equipes e reconhecimento por desempenho excepcional. Experiência que, segundo ela, contribuiu para compreender profundamente os efeitos da sobrecarga crônica e da dissociação entre identidade, função e sentido — especialmente na vida das mulheres.

Para a especialista, alinhar a rotina feminina ao funcionamento natural do cérebro e à compreensão histórica e simbólica do feminino é o caminho para uma maternidade mais equilibrada e gratificante. “Quando a mulher entende o que acontece em seu cérebro, mas também reconhece quem ela é e qual lugar ocupa, ela abandona a culpa e passa a viver a maternidade com mais consciência, organização e leveza”, conclui.

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