Análise do filme Hot Spot – Um Lugar Muito Quente/ Um Local Muito Quente (1990)

Critica de Filmes

Direção: Dennis Hopper

Elenco: Don Johnson, Virginia Madsen, Jennifer Connelly, Charles Martin Smith, Jerry Hardin, William Sadler, Barry Corbin, Leon Rippy, Debra Cole, Jack Nance, Virgil Frye

Sinopse:

No calor do Texas, o preguiçoso Harry Madox (Don Johnson) vai para uma cidadezinha tentar ganhar a vida. Lá, depois de algumas trapaças, ele arruma um emprego de vendedor de carros. O problema é que o moço se envolve com a mulher do patrão e com a inocente secretária do estabelecimento, arranjando inúmeras confusões na sua vida.

“Hot Spot” é um delicioso e perigoso jogo de manipulação onde vence quem souber usar melhor as cartas na mão. Nesse caso, temos aqui um neo noir de primeira cujo roteiro parece nunca estar satisfeito com uma reviravolta para logo em seguida surgir com mais uma e mais uma… Don Johnson em seu segundo melhor filme da carreira entrega um personagem canalha e extremamente manipulador, mas de bom coração, que fica encantado pela beleza e (aparente) inocência da jovem secretaria da loja de carros onde trabalha, Gloria (Jennifer Connelly lindíssima em seu auge) ao mesmo tempo que vive uma tórrida relação com a esposa de seu chefe, e que é totalmente o inverso de Gloria, a destemida e sedutora Dolly (Virginia Madsen). Dolly ao mesmo tempo em que é altamente puro desejo, também é uma manipuladora de primeira linha.

Em suas pouco mais de duas horas, “Hot Spot” entrega um caldeirão fervente de romance, suspense, erotismo, humor e uma trilha sonora repleta de blues composta pelos mestres Miles Davis e John Lee Hooker. Uma ótima revisão de uma pérola um tanto esquecida do começo dos anos 90.

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