análise do filme “Ma” (2019)

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Apesar desses problemas, entretém e causa tensão

Um grupo de adolescentes em busca de diversão enfrenta dificuldades para comprar bebidas alcoólicas, até encontrar Sue Ann (Ma), uma mulher madura interpretada por Octavia Spencer, que se prontifica a ajudar os jovens. Dirigido por Tate Taylor (também produtor e co-roteirista com Scotty Landes), o filme foi rodado em locações no Mississippi, com fotografia de Charlie Sarroff destacando a claustrofobia do porão central da trama. Em pouco tempo, além de fornecer as bebidas, Sue Ann, com uma vida solitária, oferece o porão de sua casa para festas, mas aos poucos revela um comportamento estranho e obsessivo, gerando dúvidas sobre suas intenções.

Uma espécie de mistura de suspense com slasher, “Ma” sofre com um roteiro fraco. É verdade que traumas da infância e adolescência podem causar comportamentos loucos e violentos, mas os flashbacks como gatilho para a vingança da antagonista carecem de peso e consistência para credibilizar a trama. Os adolescentes, como Maggie (Diana Silvers), Haley (McKaley Miller), Chaz (Gianni Paolo) e Darrell (Dante Brown), são estereotipados, tomando decisões idiotas típicas de terrores genéricos, com participações de Juliette Lewis, Luke Evans e Allison Janney subaproveitadas.

Contudo, o filme rende bons momentos graças à sensacional atuação de Octavia Spencer, perfeita como a psicopata Ma, sustentando o longa quase que sozinha. Octavia foi elogiada por críticos apesar das críticas ao ritmo e potencial não realizado em relação ao longa com um todo. A produção de baixo orçamento (US$ 5 milhões, arrecadando US$ 61,2 milhões) da Blumhouse, conta com som e edição que amplificam a tensão nas sequências de agonia, e também merecem destaque.

Ao final, “Ma”, apesar desses problemas, entretém e causa tensão, especialmente para quem não está acostumado a horrores extremos, mas deixa a certeza de que poderia ser bem melhor sem um roteiro tão preguiçoso. Porém, desde o lançamento em 2019, o filme ganhou um certo revisionismo online, virando uma espécie de cult movie.

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