Mais brilhantes do que o show de fogos de artifício em Copacabana, milhões e bilhões tem espocado diariamente nas páginas de notícia. Embasbacados como no réveillon, já não sabemos para onde olhar.
Recentemente explodiu um cartão de crédito de R$ 300 mil a R$ 500 mil por mês no bolso do senador pelo PP do Piauí, Ciro Nogueira.
No mesmo dia que o IBGE comemorava com estalinho a renda média mensal dos brasileiros de pouco mais de R$ 3 mil.
Um Ciro Nogueira vale 100 mil brasileiros? É isso? Estou entendendo direito. Uma Maracanã entupido de brasileiros passaria fome para pagar um mês de farra do jovem senador piauiense.
Passagens e hotéis dignos da antiga aristocracia europeia teriam sido alimentados pelo ofuscante empreendedor Daniel Vorcaro, que deixa uma dívida de módicos R$ 40 bilhões nos bancos Master e Reag.
Um retumbante trovão ecoando por todo o Brasil.
Poderia ser acompanhado em alguma televisão na pequena cidade piauiense de Assunção do Piauí, onde alguns dos 7.500 habitantes, com renda média de R$ 499,00, devem se perguntar: por que diabo não cai nada desse bilhão por aqui?
Tornaria cada um deles milionário com R$ 5 milhões e 300 no bolso. Mas eles não seriam tão egoístas e repartiriam com a população de todo o estado, que ganhariam R$ 11 mil de renda extra, nada mal para um piauiense que tem renda média em torno de R$ 1.500,00.
Estou arredondando os números, porque perto dos bilhões e milhões que aparecem no noticiário, eles são troco de boteco.
Seria uma injustiça, entretanto, deixar de reconhecer os benefícios que estão sendo levados para o estado por sua exuberante representação na capital da república. O Piauí era o estado mais pobre do país, agora é o quinto mais pobre.
Além de Ciro, não o Grande da Pérsia, este ficou no passado, o Piauí ocupava o ministério do Desenvolvimento, com o ex-governador Wellington Dias, e uma cadeira poderosa no STF, com Kássio Nunes Marques. Um trio de ataque bem posicionado nos três poderes da República.
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