A Manufatura de Brinquedos Estrela que é uma das marcas mais tradicionais e nostálgicas do Brasil e que foi fundada em 1937, protocolou oficialmente o seu pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas (MG).
O objetivo central da medida é evitar a falência imediata, permitindo que a empresa congele a cobrança de suas dívidas por um tempo para reorganizar suas contas, enquanto mantém as fábricas funcionando e os salários em dia.
O endividamento consolidado do Grupo Estrela (que engloba 8 empresas, incluindo a editora e a distribuidora) soma R$ 109,2 milhões. O valor total das ações da empresa na Bolsa de Valores gira em torno de R$ 33, 4 milhões a R$ 42, 7 milhões. Ou seja, a dívida é quase três vezes maior do que o valor de mercado da própria companhia.
Apenas no balanço financeiro, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 24,26 milhões.
A Empresa teve que entrar com o pedido por dois motivos:
Uma empresa de fomento comercial (Ipiranga Factoring) havia entrado com um pedido de falência contra o grupo na justiça. A recuperação judicial serve como um “escudo” legal para travar esse processo.
No pedido, a Estrela solicitou à Justiça que proíba concessionárias de cortar serviços essenciais como água, luz, gás e internet por conta de contas atrasadas.
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