O ator e diretor baiano Antonio Pitanga recebeu ontem (25/05/2026) o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Este título é oferecido a pessoas sem necessariamente educação formal, mas que deram importantes contribuições para a sociedade, ciências, artes e cultura.
Aos 86 anos, Pitanga obtém merecidamente a maior distinção concedida por uma universidade em celebração a sua contribuição de mais de seis décadas às artes audiovisuais no Brasil, notadamente no cinema, na televisão e no teatro.
Pitanga foi prestigiado por intelectuais, artistas, políticos, alunos, professores e representantes do movimento negro na cerimônia. Em discurso emocionante, ele relembrou sua origem no histórico bairro do Pelourinho, em Salvador, e falou da importância do Cinema Novo, entre outros temas.
É importante destacar que Antonio Pitanga é um dos ícones do Cinema Novo. Carismático, ele desenvolveu um estilo de interpretação genuinamente popular e brasileiro, distante do cinema europeu e hollywoodiano. Privilegiou a expressão física, o gesto, o riso, as falas emocionadas, o grito, e até o uso de capoeira. Sua arte é, portanto, sinônimo de pioneirismo, representatividade e protagonismo.
Ele participou de filmes como Bahia de Todos os Santos (1960) de Trigueirinho Neto, Barravento (1962), Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) de Glauber Rocha, e Os Fuzis (1964) de Ruy Guerra, entre outros. O nome Pitanga se deve ao personagem de Bahia de Todos os Santos.
Antonio Pitanga atuou em mais de 50 filmes e realizou mais de 30 trabalhos na televisão. Dirigiu Malês (2025), que foi o grande vencedor do Troféu Jangada de Melhor Filme (júri popular) no 28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Ele é pai da também atriz Camila Pitanga e do ator Rocco Pitanga. É casado com Benedita da Silva desde 1993.
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