Doutora Angelita Habr-Gama, A Primeira Cirurgiã Brasileira, Morre Aos 92 Anos.

Medicina Saúde

A Dra. Angelita Habr-Gama foi uma das médicas, cirurgiãs e pesquisadoras mais importantes do Brasil e do mundo, reconhecida internacionalmente por revolucionar o tratamento do câncer colorretal. Ela faleceu no dia 30 de maio de 2026, aos 92 anos, em São Paulo, deixando um legado inestimável para a ciência e a medicina.

Dra. Angelita foi a primeira mulher residente em cirurgia e professora titular na FMUSP. Sua maior contribuição foi o desenvolvimento do protocolo “Watch and Wait” (Vigiar e Esperar), que permitiu a pacientes com câncer de reto evitar cirurgias mutiladoras, salvando a qualidade de vida de milhares de mulheres.

Reconhecida como uma das cientistas mais influentes do mundo (ranking Stanford) e eleita pela Forbes Brasil como uma das mulheres mais influentes do país, acumulou prêmios, como a Medalha Bigelow. Atuou ativamente no Hospital Alemão Oswaldo Cruz até o fim da vida, deixando um legado de mentoria na colo Proctologia.

A Dra. Angelita Habr-Gama começou a sua carreira médica em 1957, ano em que se graduou pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Nos anos de 1958 e 1959: Iniciou sua atuação prática como a primeira mulher a fazer residência em cirurgia geral no Hospital das Clínicas da USP. E nos anos de 1960 e 1961: Especializou-se em cirurgia do aparelho digestivo.

E em 1961, a doutora realizou seu aprimoramento internacional em doenças colorretais no renomado St Mark’s Hospital, em Londres.

A Dra. Angelita Habr-Gama trabalhou em plena atividade intelectual e assistencial até sua morte. Ela exerceu a medicina por quase 70 anos e sempre se dedicando nessas décadas. Mesmo após os 80 anos, ela continuou operando pacientes no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Em 2020, aos 87 anos, ela superou um caso grave de Covid-19 e, assim que recebeu alta, retornou às salas de cirurgia e ao atendimento de consultório.

Nos seus últimos anos, ela seguiu ativa no Instituto Angelita & Joaquim Gama, participando de congressos, publicando artigos científicos, orientando novos especialistas e liderando pesquisas sobre o câncer colorretal.

Descanse em paz, doutora! A sua parte aqui na Terra você já exerceu e muito bem.

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