Frio, ar seco e ambientes fechados favorecem o aumento das doenças respiratórias no inverno, alertam especialistas

Saúde

Com a queda das temperaturas, crescem os casos de gripes, resfriados, crises alérgicas e agravamento de doenças respiratórias; exames laboratoriais ajudam no diagnóstico e acompanhamento dos pacientes

São Paulo, junho de 2026 – A chegada do inverno costuma ser acompanhada por um aumento significativo nos atendimentos relacionados a doenças respiratórias. Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os vírus respiratórios apresentam maior circulação nos meses mais frios do ano, período em que também cresce a incidência de síndromes gripais, pneumonias, crises de asma, rinite e outras infecções das vias aéreas.

Embora muitas pessoas associem o adoecimento apenas às baixas temperaturas, especialistas explicam que a combinação entre clima seco, maior permanência em ambientes fechados e menor circulação de ar cria condições favoráveis para a transmissão de vírus e o agravamento de doenças respiratórias preexistentes.

“O frio, por si só, não causa doenças respiratórias, mas favorece situações que aumentam o risco de infecções, como a diminuição dos mecanismos de defesa das células do trato respiratório e espessamento do muco que as recobrem. Durante o inverno, as pessoas tendem a permanecer em locais fechados e com pouca ventilação, facilitando a disseminação de vírus e outros agentes infecciosos”, explica o doutor Alex Galoro, médico patologista clínico do DB Diagnósticos.

De acordo com o Ministério da Saúde, infecções respiratórias agudas estão entre as principais causas de procura por atendimento médico durante os meses de inverno, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Tosse persistente, febre, dor de garganta, cansaço excessivo, congestão nasal e falta de ar são alguns dos sintomas mais comuns nessa época do ano. No entanto, muitas doenças respiratórias apresentam manifestações semelhantes, tornando o diagnóstico laboratorial um importante aliado na definição da conduta médica.

Exames específicos podem auxiliar na identificação de vírus respiratórios, infecções bacterianas, processos inflamatórios e até condições alérgicas que costumam se intensificar durante o inverno. “Os sintomas respiratórios podem ter diferentes causas. Os exames laboratoriais ajudam a esclarecer o quadro clínico e permitem que o médico indique o tratamento mais adequado para cada paciente, evitando diagnósticos equivocados e o uso desnecessário de medicamentos”, afirma o especialista.

Entre os exames mais utilizados estão hemograma, proteína C reativa (PCR), testes para vírus respiratórios, painéis moleculares e análises relacionadas a alergias respiratórias.

Quando os sintomas exigem atenção?

Embora gripes e resfriados sejam comuns durante o inverno, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica mais rápida. Febre persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, dor torácica, sonolência excessiva e piora dos sintomas após alguns dias podem indicar quadros mais graves.

Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a melhor estratégia para reduzir o risco de adoecimento. Manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos regularmente, manter a vacinação em dia, adotar hábitos saudáveis e procurar orientação médica diante de sintomas persistentes são medidas fundamentais para atravessar o inverno com mais segurança.

“Além da prevenção, o diagnóstico precoce é um dos principais aliados para evitar complicações. Quanto mais rapidamente identificamos a causa dos sintomas, maiores são as chances de uma recuperação adequada e de evitar agravamentos”, conclui.

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