By Andréia Rodrigues . Terror/Slasher ‧ 1h 25m
Hoje é dia de A Invasora, um dos representantes do new french extremity (é um movimento cinematográfico não oficial surgido no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Conhecido por seu estilo visual chocante, o movimento utiliza violência gráfica extrema e temas sexuais para explorar tabus sociais, ansiedades modernas e o niilismo), que tem uma história simples, contudo interessante e violenta ao extremo.
Sinopse:
“Após a morte do marido, Sarah vive sozinha e só recebe visitas da mãe e do chefe. Na véspera de dar à luz um bebê, Sarah ouve uma mulher bater na porta. Apreensiva, ela não abre e decide chamar a polícia. Porém, a mulher misteriosa está determinada a entrar.“
Sarah (Alysson Paradis) está grávida de oito meses, vemos que está abalada pelo acidente recente que vitimou seu marido. O Natal está próximo, e na televisão a programação mostra que está ocorrendo revoltas na França, com queimas de carros, agressões generalizadas.
A noite, uma mulher bate na porta de Sarah e pede para usar o telefone, a grávida inventa desculpas para não abrir a porta, então a mulher desconhecida começa a falar, deixando bem claro que sabe quem Sarah é, e que seu desejo é pegar o bebê que Sarah está esperando.
Após chamar a polícia para protegê-la, a grávida resolve deitar para descansar e relaxar, temos aqui uma cena muito angustiante, já havíamos acompanhado a entrada da Invasora (Béatrice Balle), que aproveitou a porta aberta pelos policiais, então vemos lentamente a aproximação da mulher com uma tesoura, e simplesmente a Invasora começa a enfiar a ponta da tesoura no umbigo de Sarah, é de arrepiar.
Sarah consegue fugir mesmo machucada e se refugiar no banheiro, é quando temos a oportunidade de ver a mulher insana que invade a casa. Porquê ela está fazendo isso? Porquê a pobre Sarah?
A partir de agora temos cenas que mostram as facetas da Invasora, onde vemos como ela está determinada e capaz de tudo para ter o bebê de Sarah, e temos a tentativa de humanização da mulher que até o seguinte momento parecia ser apenas uma assassina imparável, contudo, ela se machuca, chora e conta em diálogo por que está fazendo tudo isso. Infelizmente a cena de violência contra um animal doméstico que é mostrado desequilibra a mensagem de humanidade da Invasora.

A partir daqui a película se transforma em um slasher onde mortes cada vez mais violentas acontecem, é interessante pensar que muitas vezes o roteiro ajuda o protagonista da história, aqui o roteirista “pistolou” na força e na inteligência da antagonista, a mulher é o Chuck Norris com a tesoura, é o Jason de espartilho. É uma chacina que não perdoa ninguém. Quem chegar nessa casa e tentar atrapalhar os planos da Invasora, vai encontrar seu destino final.
Os efeitos práticos do filme são sensacionais, grotescos e a cor do sangue que é mais escuro é muito realístico.
Se você não viu esse filme incrível ainda, não se esqueça que não se trata de uma obra norte-americana, e sim um filme francês, então não espere um final clichê onde tudo vai dar certo com a força do amor, ou um “deus ex machina”, vá com cuidado. Essa obra é incrível para quem curte filmes extremos, recomento muito.
Caso você tenha ficado curioso, mas não gosta de filmes extremos, recomendo assistir o remake norte-americano chamado Perigo na Escuridão (2016), trás a mesma história, mas tem cenas mais “tranquilas”… (Eu não gosto!)
Você já viu essa obra cinematográfica, curtiu? Você tem alguma interpretação diferente sobre o filme?
Elenco:
Alysson Paradis (Sarah Scarangelo)
Béatrice Dalle (A Mulher)
Claude Lulé
Dominique Frot
François-Régis Marchasson (Jean-Pierre)
Hyam Zaytoun
Jean-Baptiste Tabourin (Matthieu Scarangelo)
Nathalie Roussel (Louise)
Diretor: Foi dirigido pela dupla Alexandre Bustillo e Julien Maury.
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Parabéns pela análise, show de bola seu artigo