Joaquim Maria Machado de Assis (1839–1908) é amplamente reconhecido como o maior escritor brasileiro de todos os tempos e uma das mentes mais brilhantes da literatura mundial. Nascido no Rio de Janeiro, de origem humilde e neto de escravizados, superou barreiras sociais e raciais cruéis da época para se tornar um gênio literário. Ele foi o principal responsável por introduzir o Realismo no Brasil com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas em 1881.
Machado de Assis publicou seu primeiro texto literário em 1854 e ingressou formalmente no serviço público em 1867. Em 1854, com seus 15 anos publicou o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.” no Periódico dos Pobres. No início de 1855, publicou o poema “Ela” na revista Marmota Fluminense, marcando o começo de sua produção literária ininterrupta na imprensa carioca.
O primeiro cargo: Ele começou sua trajetória burocrática em 1867, quando foi nomeado ajudante do diretor do Diário Oficial. Mais tarde, em 1873, ele foi transferido para a Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, onde fez uma longa carreira administrativa. Ele trabalhou no funcionalismo até o fim de sua vida, chegando ao cargo máximo de diretor-geral.
Ficou conhecido na literatura como o “Bruxo do Cosme Velho”, em referência ao bairro carioca onde morou no fim da vida. Além de sua revolucionária produção ficcional, Machado teve papel político institucional central na cultura do país como fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL). Foi o Presidente da Academia Brasileira de Letras por mais de uma década, local frequentemente apelidado de “Casa de Machado de Assis”.
As suas obras costumam ser dividida em dois momentos muito claros pelos críticos literários que irei falar abaixo:
Fase Romântica: Seus primeiros romances carregam traços tradicionais do Romantismo do século 19, mas já demonstravam sua capacidade de análise psicológica. Livros marcantes: Ressurreição, A Mão e a Luva e Helena.
Fase Realista: É onde reside sua genialidade máxima. Abandonou as idealizações amorosas para expor a hipocrisia social, o egoísmo e as misérias da elite carioca. Seus traços marcantes são a ironia fina, o pessimismo, o sarcasmo e a conversa direta com o leitor.
Machado escreveu poesias, contos, crônicas e peças de teatro, mas destacou-se mundialmente por seus romances, como:
“Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)”, “Dom Casmurro (1899)“, “Quincas Borba (1891)”, e “O Alienista (1882)”.
Machado de Assis morreu em decorrência de uma lesão neoplásica na língua (câncer de língua) combinada com arteriosclerose generalizada. Ele faleceu na madrugada de 29 de setembro de 1908, às 3h20, em sua famosa casa na Rua Cosme Velho, no Rio de Janeiro, aos 69 anos de idade.
O escritor também tinha epilepsia e problemas gastrointestinais crônicos. Seus últimos anos foram muito tristes desde a morte de sua esposa, Carolina Novaes, em 1904. Sem ela, o escritor entrou em profunda depressão, sentindo-se extremamente solitário.
Eu sempre gostei das obras de Machado de Assis. O meu lado nerd adora todas as suas obras. Grande escritor, talvez um dos melhores de todos os tempos. Parabéns por todo o lindo trabalho que você imortalizou para todos nós!
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