By Andréia Rodrigues . Terror/Mistério ‧ 1h 35m
Hoje é dia de falar de um dos filmes mais amados do gênero de lobisomem, A hora do Lobisomem. É uma obra baseada na novela Cycle of the Werewolf (1980), do escritor Stephen King. A trama é simples, contudo, tem uma áurea típica das obras de King, com personagens cativantes, trilha sonora marcante, e uma história que nos transporta para junto de todos que estão vivendo com medo de um “monstro dos ciclos lunares”.

Sinopse:
“A Hora do Lobisomem” (escrito por Stephen King) acompanha a pequena e pacata cidade de Tarker’s Mills, que é aterrorizada por uma série de assassinatos brutais nas noites de lua cheia. Apenas um garoto paraplégico de 10 anos, Marty, descobre a verdade sobre a criatura e tenta salvar os moradores.
Essa película é um dos exemplos de como as traduções dos títulos de filme no Brasil foram estranhas em um período, a obra com o nome Bala de Prata, simplesmente virou A hora do Lobisomem, assim como muitas obras da mesma época. Muitos conhecem esse filme, pois ele foi apresentado muitas vezes na televisão aberta, principalmente no SBT até mesmo no período da tarde.
Temos aqui dois protagonistas que moram em uma cidade pequena, bem interiorana, onde o irmão mais jovem Marty (Corey Haim) que é cadeirante é atacado por um monstro, que ele acredita ser um lobisomem. Marty conta a sua irmã Jane (Megan Follows), que de princípio não acredita, mas começa a observar que além de ser irmão estar certo, tudo pode ser ainda mais macabro.
É impressionante como os personagens são cativantes, os protagonistas, o tio Red (Gary Busey), os policiais, o reverendo Lowe (Everett Mcgill), são próximos de pessoas que conhecemos e que não são totalmente bons ou maus, não são unilaterais.
Quando somos apresentados ao primeiro ataque do monstro em uma narração de Jane, vemos que não haverá piedade, quem estiver no caminho do Lobisomem será morto. Assim como em outras obras de King, as crianças não são poupadas, e o ataque que ocorre a um menino, trás a chocante cena da pipa sorridente manchada de sangue, e a reza do Sheriff Joe (Terry O’Quin) ao encontrar o pequeno corpo, é realmente sombrio.
Outra cena impactante é a discussão no bar, onde pessoas da cidade resolvem procurar o assassino e dar um fim a ele. O pai do garoto morto, aparece com uma foto do corpo da criança e faz um discurso que faz gelar a alma…
“…olhem para o resto do que sobrou de meu filho Brad. E você ainda tem coragem de vir me dizer de fazer justiça com as próprias mãos?”…
O que nos leva a cena magnífica das pessoas da cidade se reunindo com armas, com porretes (inclusive o porrete do bar, que é estabelecido antes na trama que tem o nome de PACIFICADOR), entrando no meio do mato, em noite de lua cheia, cercados por uma cerração que os cobria da cintura para baixo, simplesmente aterrorizante. Você se pega gritando com aquelas pessoas: Não entrem aí!
A partir do momento que descobrimos quem é o monstro, não existe um respiro de tranquilidade, pois a pessoa agora precisa calar quem sabe seu horrível segredo, ficamos torcendo para que os irmãos e o tio Red consigam de alguma forma se livrar dessa besta maligna.
A obra tem bons efeitos de sangue (como na cena da mulher grávida), mas as imagens da besta mostrada por inteiro, são datadas, e as vezes trazem estranhamento, porém, todo o aspecto da película é tão hipnotizante que não atrapalha a experiência.
É maravilhoso, ver Marty correndo com sua Bala de Prata, pelas pequenas estradas, com o vento batendo em seus cabelos como se pudesse voar.

Você já viu essa obra cinematográfica, curtiu? Você acreditaria se alguém lhe contasse que viu um lobisomem?
- Bill Smitrovich: Andy Fairton
- Corey Haim: Marty Coslaw
- Everett McGill: Reverendo Lowe
- Gary Busey: Tio Red
- Megan Follows: Jane Coslaw
- Terry O’Quinn: Xerife Joe Haller
- Outros nomes: O elenco inclui ainda Heather Simmons, James A. Baffico, Joe Wright, Kent Broadhurst, Lawrence Tierney, Leon Russom, Rebecca Fleming, Robin Groves, Tovah Feldshuh e William Newman.
Diretor: Daniel Attias
Roteirista: Stephen King
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Muito bom, clássico do SBT