Harry Kane decide, Inglaterra vence a RD Congo de virada por 2 a 1

Futebol

A Inglaterra precisou superar a forte resistência da República Democrática do Congo para conquistar uma vitória de virada por 2 a 1 e assegurar a classificação às quartas de final da Copa do Mundo.

Depois de sair atrás no placar ainda no início da partida, a seleção inglesa pressionou durante praticamente todo o confronto e contou com dois gols de Harry Kane na etapa final para confirmar a reação.

A equipe africana surpreendeu logo aos seis minutos. Em rápida jogada pelo lado direito, Mbemza avançou em velocidade e encontrou Cipenga livre. O atacante dominou e finalizou com força, sem chances para Jordan Pickford, colocando a República Democrática do Congo em vantagem.

Mesmo atrás no marcador, a Inglaterra assumiu o controle da posse de bola e passou a pressionar em busca do empate. A primeira grande oportunidade surgiu aos 29 minutos, quando Declan Rice cruzou na medida para Jude Bellingham. O meia cabeceou firme, mas encontrou uma grande defesa do goleiro Dimitry Mpasi.

Poucos minutos depois, Noni Madueke fez excelente jogada individual pela direita e cruzou para Marcus Rashford finalizar. Quando a bola já se encaminhava para o gol, Aaron Wan-Bissaka apareceu praticamente em cima da linha para salvar a seleção congolesa e manter a vantagem.

A República Democrática do Congo também levou perigo nos minutos finais do primeiro tempo. Wan-Bissaka chegou à linha de fundo e cruzou na medida para Yoane Wissa, que acertou a trave em uma das melhores oportunidades da equipe africana.

Ainda antes do intervalo, Harry Kane reclamou de um possível pênalti após dividida com o goleiro Mpasi dentro da área, mas a arbitragem mandou o lance seguir. Nos acréscimos da primeira etapa, o goleiro congolês voltou a ser decisivo ao defender finalizações de Bellingham e do próprio Kane, garantindo a vantagem parcial de sua equipe.

Na volta para o segundo tempo, o panorama pouco mudou. A Inglaterra manteve o domínio territorial, enquanto a RD Congo seguia apostando em uma forte organização defensiva. O confronto ficou mais físico, resultando em cartões amarelos para Sadiki, após falta dura em Djed Spence, e para Jude Bellingham, por uma entrada forte em Mbuku.

A principal polêmica da partida aconteceu quando Harry Kane recebeu lançamento em profundidade, driblou o goleiro Mpasi e caiu após contato dentro da área. O atacante pediu pênalti, e o lance foi analisado pelo VAR. Após a revisão, a arbitragem decidiu manter a decisão de campo e não marcou a penalidade, gerando forte repercussão na imprensa inglesa, que classificou o lance como um “desastre” para a arbitragem.

Mesmo diante da frustração, a Inglaterra seguiu pressionando. Rashford ainda levou perigo ao invadir a área e bater na rede pelo lado de fora, enquanto Bellingham voltou a exigir duas grandes defesas consecutivas de Mpasi em uma finalização cruzada.

A insistência inglesa foi finalmente recompensada. Anthony Gordon recebeu pela esquerda, foi pressionado pela marcação e conseguiu cruzar com precisão para Harry Kane, que se desvencilhou de Axel Tuanzebe e cabeceou firme. Mpasi ainda tocou na bola, mas não evitou que ela cruzasse lentamente a linha de gol, decretando o empate.

Pouco depois, o camisa 9 voltou a decidir. Kane recebeu na entrada da área cercado por cinco marcadores, encontrou um pequeno espaço e acertou um chute espetacular no ângulo, sem qualquer possibilidade de defesa para Mpasi, completando a virada inglesa.

Com mais uma atuação decisiva, Harry Kane foi o grande nome da partida ao marcar os dois gols da classificação inglesa. Já a República Democrática do Congo, que fez um jogo competitivo e chegou a sonhar com a vaga após abrir o placar, acabou sucumbindo à pressão da seleção inglesa e se despediu da Copa do Mundo após uma campanha histórica.

Loading

Compartilhe nosso artigo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *