Nesta segunda-feira (13), o mundo do cinema ficou mais triste, pois o grande astro Sam Neill nos deixou após ter enfrentado uma batalha contra o câncer. Apesar de ter ficado marcado no papel do doutor Alan Grant da franquia “Jurassic Park”, ele esteve envolto com diversos papéis no cinema, e para mim um de seus melhores trabalhos foi no filme “O piano”. Mediante isso, decidi fazer este texto para falar um pouco sobre esse longa-metragem, que passou pela temporada de premiações entre 93 e 94.
Com direção de Jane Campion, essa produção traz consigo uma história intrigante que nos leva para uma época em que as mulheres viviam muitas vezes presas a uma sociedade criada em torno de conceitos machistas, trazendo em sua protagonista, interpretada pela atriz Holly Hunter, uma vida envolta a diversas questões problemáticas apresentadas na trama. Quando percebemos que essa personagem tem um apreço muito grande pelo piano, podemos talvez refletir em torno de como o instrumento pode representar uma forma de liberdade para ela, mostrando uma possibilidade dele se tornar um conforto para ela.
Pensando nisso, chego à conclusão de que essa afeição vai muito além de apenas o que eu disse acima. Quando vemos os últimos minutos de rodagem dessa história numa determinada cena do objeto sendo jogado no mar e puxando a Ada Macgrath junto como se eles fossem parte de uma coisa só, noto que existe um intuito de discussão em torno do porquê dessa relação entre eles.
Envolto em tantas discussões, “O piano” nos traz um elenco de grandes estrelas, estando entre elas Anna Paquin, que dispensa qualquer tipo de comentário, pois na ocasião teve a melhor atuação de sua carreira, não só pelo fato de que conseguiu conquistar a academia, como também para a idade que tinha na época, demonstrou uma atuação extremamente ousada e corajosa, pois não teve receios em certos momentos apresentados durante o filme. Sam Neill, que para mim interpretou um de seus melhores papéis da carreira, entregando um homem perigoso muitas vezes munido por frutos de sua época, se tornando bronco e violento, e nisso ele entrega muito bem.
A Holly Hunter que também foi premiada pela academia como melhor atriz merecida, pois se desafia no seu melhor possível em diversos momentos e ainda Harvey Keitel também entregando um ótimo trabalho, a direção fica a cargo de Jane Campion que entrega um trabalho magistral ,fazendo momentos bem marcantes na tela, alem é claro de entregar ainda um roteiro genial que transmite uma trama densa e forte na tela.A trilha sonora fica por conta do Michael Nyman, sendo um dos pontos mais marcantes, que nos conectam com as nuances dessa belíssima produção.
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