Análise “A Odisséia” ( 2026)

Critica de Filmes

Chegou na última quinta ( 16) o esperado filme ” A Odisséia (2026) do visionário diretor Christopher Nolan. Dessa vez ele adaptou um dos poemas épicos da Grécia Antiga, atribuído ao poeta Homero.

Matt Damon, em sua terceira colaboração com o diretor, a primeira foi sua participação em ” Interestelar (2014) e a segunda em Oppenheimer (2023) é o protagonista Odisseu, Rei da Ilha de Ìtaca, que junto com seus soldados, tenta voltar para a casa, após a batalha de Troia.

Essa exaustiva, jornada de Odisseu, que já foi retratada em outras produções como no clássico de 1911, Ulysses (1954) Com Kirk Douglas; Odisséia (1997) Com Armand Arssante. Em 2024 Ralph Fiennes fez ” O Retorno” que retrata a segunda metade do poema. A produção ficou por conta da produtora A Hanway Films.

Nolan, que também roteirizou a adaptação, traz uma superprodução de grande proporção, com muitos cenários, e muito pouco CGI. A atmosfera do longa, remete muito aos trabalhos anteriores do diretor, muitas vezes lembramos de ” Batman: O Cavaleiro das Trevas ( 2008) é A Origem ( 2010).

Nolan recorre a várias linhas temporais, mas em nenhum momento, consegue deixar o público desatento, mesmo com suas quase 3h de duração.

O elenco de astros e estrelas e um caso a parte, destaque para Anna Hathaway como a esposa Penélope, que enfrenta a pressão de encontrar um pretendente, principalmente de Antinous( Robert Pattinson). Anna que está também em sua terceira colaboração com o diretor ( a primeiro foi em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge de “2012” e Interestelar de 2014) esta ótima no papel.

O mesmo de Pattison, ótimo como o antagonista, mas que merecia mais tempo de tela.

O mesmo ocorre com o seu filho Telêmaco( Tom Holland) que virá alvo junto com a mãe, em razão, da sucessão do reinado de Ítaca.

Os destaques do elenco fica por conta das atuação do elenco de coadjuvante como John Leguizamo em seu melhor papel de sua carreira como Eumeu; Samantha Morton como a Feiticeira Circe, que traz um dos melhores momentos do longa; Himesh Patel como Euriloco, fiel amigo de Odisseu, ganha destaque também na trama. Elliot Page mesmo com pouco tempo de tela, também tem grande relevância como Sinon

Com exceção de Anna e Morton, o elenco feminino deixa um pouco a desejar. Charlize Theron tem bons momentos ao lado de Damon como Calypso, mas não torna inesquecível seu papel. O mesmo de outra atriz talentosa como ” Lupita Nyong no papel de Helena de Troia e Clytemnestra, que merecia um tempo de tela maior.

Zendaya como Antena, representa a culpa e a consciência de Odisseu. A atriz tem uma participação curta, mas consegue convencer a sua importância na narrativa.

A mesma deve ter pego esse papel menor em razão de estar ocupada em outras produções simultânea como ” Homem Aranha Um Novo Dia ( 2026) ” e ” Duna: Parte 3( 2026). Mia Goth que faz Mélantho , a serva desleal de Penélope, que tem poucos momentos.

O mesmo ocorre com Tom Holland e Jon Bernthal, que ambos têm ótima química em cena no longa, estarão novamente em ” Homem Aranha Um Novo Dia, também.

Bernthal está muito bem como Menelau, marido de Helena, que acaba virando uma espécie de ” mentor” de Telêmaco”.

Nolan fez um obra magistral, até em razão de ser filmado totalmente em IMAX, tecnologia que ele usava em suas antigas produções, mas somente em algumas cenas. Embora o recurso de exibição, seja restrito em algumas salas, aqui no Brasil, o espetáculo visual é garantido.

Link da Crítica direto do Canal Caçadores de Cinema

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