O Itamaraty negou oficialmente os pedidos de visto dos diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado da administração de Donald Trump. A decisão foi tomada pelo governo brasileiro após a descoberta de que a comitiva planejava uma missão atípica em Brasília para questionar a integridade e a confiabilidade das urnas eletrônicas antes das eleições presidenciais de 4 de outubro.
Os vistos negados pertencem a Riley M. Barnes (secretário-assistente) e Samuel Samson (secretário-assistente adjunto) do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O plano da missão norte-americana foi revelado inicialmente por uma reportagem do jornal The Washington Post. Segundo as investigações diplomáticas, os enviados pretendiam se reunir com críticos do sistema de votação para elaborar um relatório que questionasse a lisura das eleições brasileiras.
O Ministério das Relações Exteriores avaliou o pedido de entrada como uma tentativa inusitada de ingerência externa e interferência pré-eleitoral. Embora o país tradicionalmente receba observadores internacionais autorizados, ficou entendido que a dupla americana desempenharia um papel estritamente partidário e prejudicial à soberania nacional.
Nos bastidores do governo e do Supremo Tribunal Federal (STF), a movimentação de Washington foi classificada como “escandalosa”. O episódio também foi associado a discursos recentes do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que voltou a levantar suspeitas falsas sobre as urnas eletrônicas em eventos com embaixadores estrangeiros.
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