O artista plástico Raí Rocha, de Niterói, prepara sua estreia nas artes visuais com a exposição “A Beleza que Nasce do Caos”. A coleção aborda as múltiplas faces do feminino e reúne histórias marcadas por transformação, superação e renascimento.
A vernissage será realizada no dia 6 de dezembro, em um evento fechado para imprensa, mulheres homenageadas, amigos e familiares do artista. A abertura marca oficialmente uma nova etapa na trajetória de Raí, que escolheu a força feminina como ponto de partida para sua pesquisa artística.
Em sua primeira coleção, Raí retrata mulheres de diferentes contextos e histórias, algumas delas atravessadas por situações difíceis que deram origem a novas formas de existir. As obras não reduzem essas personagens às dores que enfrentaram, mas investigam aquilo que nasceu depois delas: reconstrução, potência, beleza e recomeço.
“A exposição representa a minha percepção sobre a beleza dessas mulheres depois do caos. É sobre como elas ressurgem, transformadas, sem apagar aquilo que viveram”, explica o artista.
incorporados às composições, criando trabalhos que ultrapassam os limites tradicionais da tela. A proposta é ampliar as possibilidades de interpretação e aproximar o público de cada obra.
Essa intenção também estará presente na vernissage. Pensada como uma vivência multissensorial, a abertura promoverá diálogos entre artes visuais, olfato, tato, gastronomia, emoção e sinestesia. Cada elemento da ambientação foi desenvolvido para despertar memórias, afetos e sensações.
Mais do que apresentar Raí Rocha ao público como artista plástico, “A Beleza que Nasce do Caos” dá continuidade a uma pesquisa que há anos atravessa diferentes áreas de sua trajetória, como a escuta, as relações humanas, a escrita e, agora, as artes visuais.
Psicanalista e estudante de Antropologia, Raí desenvolve sua formação nas artes plásticas no Ateliê Le Briones. Sua trajetória também inclui produção literária, estudos sobre relações humanas e trabalhos especialmente voltados à escuta de mulheres.
É desse encontro entre diferentes conhecimentos e vivências que nasce sua primeira coleção. Em sua obra, o feminino deixa de ser apenas um tema e passa a ocupar um território de investigação, no qual memória, dor, desejo, identidade, transformação e reconstrução coexistem.
Com “A Beleza que Nasce do Caos”, Raí Rocha direciona o olhar para aquilo que permanece depois da tempestade. Não se trata de apagar o que foi vivido, mas de reconhecer a possibilidade de transformar a própria história em matéria de beleza.
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