Pra ter orgulho do cinema brasileiro, uma obra-prima inteligente com várias criticas sociais e politicas, um grande filme de ação com muita técnica e capricho
O filme vencedor do Urso de Ouro de Berlim de 2008, aclamado pelo público e critica, um grande sucesso de publicidade e bilheteria.
De frases marcantes, boas cenas de ação, roteiro bem realizado, carregando muita nostalgia para o nosso cinema nacional.
Rio de Janeiro 1997, Capitão Nascimento ( Wagner Moura) é o grande oficial responsável pela operação do Bope, ele pretende se aposentar, tem problemas psicológicos.
O Bope tem que fazer uma operação para o Papa dormir na Favela do Rio de Janeiro, o que vai ser um grande trabalho para mobilização de segurança.
Neto (Caio Junqueirs) e Mathias (André Ramiro) dois novos oficiais da polícia que sonham com justiça.
Capitão Nascimento vai treinar novos soldados para o Bope, já pensando na sua aposentadoria, além de Mathias e Neto, também tem o policial corrupto Fabio ( Milhem Cortaz), que está no treinamento para fugir de um problema que coloca sua vida em risco.
O treinamento do Bope é pesado, muita porradaria, em justificativa para aguentar a pressão e se livrar dos corruptos, momentos nojentos, onde a maioria não conseguirá avançar.
Rosane (Maria Ribeiro) mulher do Nascimento, está gravida, e pressiona ele frequentemente para deixar o Bope, o que vai mexendo com o psicológico do Capitão.
Um grande problema passa a ser o foco principal da tropa de elite carioca, o Baiano ( Fabio Lago) é o chefe do tráfico no morro, e a caça por ele será uma grande busca.
O filme aborda muitas questões de artimanhas da corrupção policial, da malandragem de quem só quer se livrar dos problemas.
Muitas torturas, mais destaque as cenas da sacola na cabeça.
O filme é recheado de frases e e bordões
Um tiro de 762 atravessa um carro como se fosse papel
Policial tem família, policial também tem medo de morrer
O honestidade não faz parte do jogo
No Rio de Janeiro quem quer ser policial tem que escolher, ou se corrompe, ou se omite ou vai para guerra
Bope, a farda não é azul é preta
Faca na caveira e nada na carteira
Não vai Subir
Pede para Sair
Você é um fanfarrão.
Missão Dada é Missão Cumprida
Em aproximadamente 2 horas, muito conteúdo, uma história cheia de elementos.
Filme de montagem rápida, direção realista, câmera na mão, fazendo o estilo trêmulo e de câmera em movimento, com close-ups nervosos, planos detalhes, plongée e contra-plongée, fazendo muitas panorâmicas, a direção de José Padilha tem um estilo bem ousado com boa aliança da fotografia de Lula Carvalho.
Com cores escuras em muitas cenas, algumas com verde ao estilo de ambiente militar como preciso nos momentos de treinamentos táticos, muitos tons frios, dessaturados, com tons de cores pretos, cinza escuros.
Sonorização ótima, barulho de tiro bem alto.
Alivio cômico, a se destacar a cena que trocam a música “Shiny Happy People” do R.E.M. com a música “Polícia” do Titãs, por falar em música a principal do filme é a Tropa de Elite do Tihuana, o mesmo título do filme.
Fátima Toledo como preparadora de elenco, que também conta com os atores, Fernanda Machado, Sandro Rocha, Fernanda De Freitas, Juliano Cazarré, Thelmo Fernandes, Bento Ribeiro, Rod Carvalho, Paulo Vilela, Paulo Hamilton, Nathalia Dill, Marcelo Valle, André Di Mauro.
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