Análise do filme: Poltergeist: O Fenômeno (Poltergeist) . 1982

Critica de Filmes Terror

By Andréia Rodrigues . Terror/Fantasia ‧ 1h 54m

Hoje é dia de falarmos de uma obra cinematográfica que traumatizou uma geração, tanto pela temática, os efeitos práticos utilizados, e depois por toda a áurea que circundou as gravações do filme e também fora das gravações, Poltergeist de 1982. Então cuidado até mesmo para ler a análise e não ficar com medo dos sons da televisão.

Sinopse:

“Uma família da Califórnia precisa lidar com acontecimentos estranhos e assustadores quando espíritos começam a se comunicar com eles por meio de um aparelho de TV. Os fantasmas parecem amigáveis no começo, mas ficam cada vez mais ameaçadores quando a filha mais nova do casal desaparece. Sem saída, os pais procuram a ajuda de um grupo de parapsicólogos liderados por uma médium excêntrica para tentar recuperar a menina.”

A apresentação do filme começa parecido com uma obra de Sessão da Tarde, com a visão de um bairro no subúrbio dos Estados Unidos, onde acompanhamos uma família, que está com a casa em reforma e vivem de forma tranquila e comum. Como todos os filmes antigos de Steven Spilberg, mas aos poucos vamos sentindo uma energia diferente fazer parte do quadro familiar.

Aos poucos vemos luzes estranhas que o cachorro percebe, a morte do passarinho da família, e de repente as coisas começam a se mover na casa, não de forma tranquila para deixar qualquer um na dúvida, será que mexeu ou não, mas de forma brusca. O que aliás, me deixou tensa desde a primeira vez que vi a obra, porque a família não foi embora? Porque a família não chamou um padre? Foram muitos porquês, mas a verdade é que precisa ter a história.

Mas, sem brincadeiras a parte, é mostrado desde o início que os pais são pessoas com a mente aberta e que não aparentam tem uma crença especificada, então a curiosidade é o que realmente que eles pensam, e talvez o excesso de ingenuidade façam com que eles não fiquem amedrontados com todos os fenômenos que ocorrem em sua casa.

Temos o pai Steve (Craig T. Nelson), a mãe Diane (JoBeth Williams), os filhos: Dana (Dominique Dunne), Robbie (Oliver Robins) e Carol Anne (Heather O’Rourke), uma família tipica, onde temos o pai que é corretor de imóveis indo para o trabalho, as crianças indo para escola, a mãe em casa cuidando da filha mais nova, nada de incomum, até tudo começar.

Uma presença é sentida aos poucos, até uma forte tempestade acontecer, e uma árvore que ficava de frente para a janela de Robbie e Carol Anne adquirir vida e tentar comer o menino.

No desespero de salvar o menino, todos se voltam ao processo de salvamento e a filha mais nova é levada para por uma força sobrenatural, onde temos cenas muito desesperadoras dos pais nessa procura que realmente causa uma ansiedade fora do normal para quem assisti a primeira vez, a busca da criança dentro do buraco da construção da piscina é de tirar o fôlego, até descobrirmos que Carol Anne foi levada para outra dimensão, e a televisão em estática pode fazer contato com ela.

A partir daí temos o grupo de cientistas paranormais que vão até a casa para estudar o fenômeno e tentar ajudar a família. A priori existe a descrença desses profissionais de que seja realmente um caso sobrenatural, até serem confrontados com presenças realmente assustadoras, o que nos leva a cenas sensacionais.

Na minha opinião os efeitos digitais funcionam bem até hoje, pois como se trata de uma presença fantasmagórica podemos criar qualquer forma em nossa mente, e para mim seria exatamente aquilo que me foi apresentado em tela, causando desconforto e curiosidade.

Todas as atuações estão incríveis, do desespero dos pais, a princípio a curiosidade dos pesquisadores paranormais que se transforma em pavor, e claro todas as crianças são um show a parte. É uma mistura de inocência e medo que nos faz temer por todos eles.

Mas, quero destacar a presença da líder do grupo de paranormais que aparece já no final da obra, a médium Tangina Barrons (Zelda Rubinstein), que aparece para explicar a diferença entre fantasma e poltergeist, em um diálogo suave e assustador ao mesmo tempo, onde nós criamos em nossa mente tudo que ela descreve, é muito efetivo fazer a mente trabalhar para nos causar o medo real.

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Spoiler a partir de agora!

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A pergunta que ronda nossa mente é porque isso está acontecendo com essa família? Porque nesse lugar?

Mas dicas são nos apresentadas desde o início quando vemos o chefe de Steve mostrando um cemitério próximo do lugar onde moram e explicando que tudo lá era um cemitério e que foi mudado de lugar. Aliás quero destacar que esse chefe pilantra o Senhor Teague é vivido pelo ator James Karen da franquia A volta dos mortos vivos (1985 e 1988), que como sempre rouba cena com seu carisma.

Então para quem gosta de um bom terror, já entende que todo o Residencial Costa Verde, onde Steve mora e vende casas, foi construído em cima de um cemitério, apenas as lápides foram retiradas, deixando os corpos para trás, e parece que os mortos não gostaram da ideia.

Já na na finalização com o resgate de Carol Anne, temos atitudes dos protagonistas que não consigo compreender, mas paciência, pois vem com isso as cenas mais estranhas e aterrorizantes da obra.

Eles resolvem ir embora da casa, contudo, vão cuidar da mudança permanecendo na residência ainda, acreditando que o perigo havia terminado. Então temos o grande ataque, onde o palhaço mais horroroso do mundo (não consigo acreditar que alguém compraria aquilo), ataca Robbie que consegue se defender.

Um monstro tenta levar a menina novamente, e temos a incrível cena da piscina, onde Diane tenta sair daquele espaço lamacento e uma chuva terrível caindo, e do nada começam a borbulhar caixões com corpos podres de dentro da água, onde a mulher não consegue sair e se vê cercada por muita podridão, e movida por uma trilha sonora que nos guia por aquele desespero todo, só pensamos e agora?

Não vou contar o final, mas lembre-se: Fique atento a coisas estranhas em casa, nada de fazer amizade com o desconhecido!

Poltergeist (1982) foi composta e regida pelo renomado maestro Jerry Goldsmith, recebendo uma indicação ao Oscar de Melhor Trilha Sonora Original.

Características da Trilha Sonora

  • Dualidade: Mistura melodias infantis e doces com passagens extremamente densas, dissonantes e aterrorizantes.
  • Tema Principal: A faixa mais famosa é “Carol Ann’s Theme”, uma canção de ninar melancólica e inocente que contrasta com o horror da história.
  • Construção de Tensão: O uso de coros e dissonâncias orquestrais cria um ambiente constante de pavor e mistério sobrenatural.

Principais Faixas do Álbum (1982)

  • The Star Spangled Banner (Main Title)
  • The Calling / The Neighborhood
  • The Tree (Outtake)
  • The Clown, They’re Here, Broken Glass, The Hole & TV People
  • Twisted Abduction
  • Night Visitor / No Complaints
  • Carol Ann’s Theme (End Title).

*A obra Poltergeist se transformou em uma trilogia: Poltergeist (1982), Poltergeist II . The other side (1986), Polergeist III (1988), um remake em 2015, e uma série para Televisão dos anos 90.

Você já viu essa obra cinematográfica, curtiu? Você acredita no sobrenatural?

A Teoria dos Esqueletos Reais

  • Economia macabra: Uma das teorias e curiosidades mais famosas confirma que a produção usou esqueletos humanos reais na clássica cena da piscina com lama.
  • A justificativa: Os responsáveis pelos efeitos especiais alegaram que esqueletos de verdade eram mais baratos de conseguir do que os de plástico ou borracha na época.
  • Conexão com a “maldição”: A crença popular diz que o uso de ossos humanos de verdade profanou os locais de gravação e atraiu energias negativas.

A Teoria da Maldição do Elenco

  • Mortes prematuras: Fãs especulam que o elenco foi alvo de uma maldição sobrenatural devido às mortes trágicas de atores da trilogia.
  • Dominique Dunne: A intérprete de Dana Freeling foi assassinada pelo ex-namorado em 1982, aos 22 anos.
  • Heather O’Rourke: A mirim Carol Anne faleceu em 1988, com apenas 12 anos, vítima de choque séptico e estenose intestinal. Outros atores como Julian Beck e Will Sampson também morreram anos depois por doenças graves.

Poltergeist – O Fenômeno (1982) foi oficialmente dirigido por Tobe Hooper e escrito e produzido por Steven Spielberg, que também criou a história original ao lado dos corroteiristas Michael Grais e Mark Victor.

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