O Ministério da Justiça voltou atrás e manteve a classificação livre do programa “Record Kids: Desenhos Bíblicos”, após ter alterado a indicação para 12 anos e sugerido a exibição a partir das 20h.
A pasta informou que a análise anterior não aplicou integralmente o Guia Prático de Classificação Indicativa de 2025 e afirmou que a medida não tem caráter de censura.
A decisão gerou manifestações de parlamentares. Nikolas Ferreira, Sóstenes Cavalcante e Bia Kicis falaram em perseguição. Já Amanda Vettorazzo acionou o Ministério Público Federal (MPF) e pediu a abertura de um inquérito contra o setor responsável pela classificação indicativa.
O órgão reconheceu que a análise inicial não aplicou integralmente os critérios do Guia Prático de Classificação Indicativa e ponderou que as narrativas religiosas constituem manifestação cultural protegida pela Constituição, devendo receber o devido contexto estético e cultural infantilizado das animações.
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