Dor persistente, fadiga excessiva e queda de desempenho podem indicar que o exercício deixou de ser saudável e exige atenção imediata
Todo mundo sabe que praticar atividade física faz bem para a saúde. Mas é fundamental saber diferenciar o que é uma resposta normal do corpo e o que é um sinal de alerta. Durante o treino, é esperado que a frequência cardíaca aumente, a respiração fique mais rápida e até que surja uma dor muscular no dia seguinte.
O problema é quando os sinais fogem desse padrão. O corpo tem mecanismos precisos para “avisar” quando algo não vai bem. Fadiga excessiva, queda repentina de desempenho, dores intensas ou persistentes, tontura, falta de ar desproporcional ao esforço, palpitações, dor no peito, suor frio, náuseas, visão turva ou sensação de desmaio não são normais e indicam que o limite saudável foi ultrapassado. Ignorar esses avisos pode resultar em lesões, overtraining e até problemas de saúde mais graves.
Outros sinais importantes são dificuldade de recuperação, batimentos cardíacos que demoram a baixar após o treino, piora da qualidade do sono, irritabilidade, desmotivação, infecções frequentes e queda da imunidade.
A falta de evolução mesmo com semanas de esforço, dores de cabeça frequentes, exaustão térmica em dias quentes, urina muito escura e suor excessivo também podem indicar desequilíbrios. Em alguns casos, alterações no desempenho e na recuperação são os primeiros sinais de doenças ainda silenciosas, que só serão detectadas com avaliação médica. Ao perceber qualquer sinal fora do normal, o ideal é interromper o exercício. Se os sintomas persistirem, procure ajuda médica. Treinar com orientação qualificada, respeitar os períodos de descanso, cuidar do sono, da alimentação e da hidratação são atitudes que garantem resultados mais seguros e duradouros.
LUIZ FERNANDO LUKAS – Instagram: @luizfernandolukas
(Profissional de Educação Física – Personal Trainer – Pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força)
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