Celebrando 25 anos de carreira, a cantora lança projeto minimalista que mescla clássicos revisados, faixas inéditas e a energia de jovens instrumentistas para falar sobre o afeto em um mundo em crise.
Para celebrar duas décadas e meia de uma sólida trajetória na Música Popular Brasileira, a cantora Claudia Amorim lança nas principais plataformas digitais o álbum “Novos Tempos”. Gravado entre os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, o projeto se consolida como o manifesto definitivo da maturidade artística da intérprete. O trabalho se desenvolve por meio de uma sonoridade crua e minimalista conduzida pelo violão, costurando releituras de clássicos e canções inéditas. O objetivo central do disco é propor uma reflexão profunda sobre o tempo, a vida e a urgência do amor como a resposta humana mais vital diante de um cenário global marcado por crises contemporâneas.
O conceito que amarra a obra nasceu de um estalo filosófico de Claudia: a percepção de que, em momentos de extremos ou catástrofes iminentes, a última e mais urgente reação das pessoas é o acolhimento e o afeto. “Quando as pessoas sentem que podem perder tudo, o tempo que resta é usado para abraçar e dizer que amam”, explica a artista.

Essa narrativa ganha força na identidade visual do projeto, inteiramente idealizada por ela. A capa ilustra um cenário devastado por crises climáticas e guerras, mas traz uma mensagem de recomeço através de sobreviventes e de uma flor de algodão, simbolizando a semente para o amanhã, enquanto um coração sangrando traduz o impacto dessas dores. A grande espinha dorsal dessa mensagem é a releitura da clássica faixa “Sal da Terra”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, que sintetiza toda a proposta do disco.
O encontro de gerações e o repertório
Para vestir essa mensagem, Claudia tomou a decisão ousada de aliar sua bagagem de 25 anos na estrada ao frescor de uma equipe extremamente jovem. O álbum foi conduzido majoritariamente por mulheres musicistas e conta com arranjos minimalistas de Bruno Danton e Aline Gonçalves, buscando inspiração estética na crueza de trabalhos como os do grupo Metá Metá e do antológico Olho de Peixe, de Lenine e Marcos Suzano.
O repertório equilibra com sensibilidade o clássico e o novo:
- A inédita “Musa Música”, um presente composto especialmente para Claudia por seu amigo de longa data Ricardo Magno;
- A cinematográfica “Cidade dos Artistas”, versão em português de Chico Buarque para a peça Os Saltimbancos;
- A internacional “Perdidamente”, famoso fado do grupo português Trovante que musica o poema histórico de Florbela Espanca.
Com a refinada preparação vocal de Anna Priscila Lacerda, Claudia Amorim se mostra uma intérprete disposta a arriscar novas texturas e dinâmicas de notas. “É, com toda certeza, o disco da minha maturidade. Um trabalho relacionado a uma grande virada de vida”, conclui.
Serviço:
- Álbum: Novos Tempos – Claudia Amorim
- Onde ouvir: Spotify, Apple Music, Amazon Music, Deezer e Tidal
- Site Oficial: www.claudiaamorimoficial.com.br
- Redes Sociais: @claudiaamorimcanto / YouTube: Claudia Amorim Oficial
Foto de capa da reportagem: Lucio Luna
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