As cenas do irmãozinho de Lamine Yamal e da entrega da medalha para a mãe de Nico Williams tiveram tantas vizualizações quanto os gols da Copa do Mundo.
Poderiam convencer os europeus a serem menos racistas e acabarem com os naufrágios de imigrantes no Mediterrâneo.
A população dos países da Europa está encolhendo. Os africanos já exercem os trabalhos que os europeus rejeitam mas precisam.
A ilegalidade em que vivem reproduz um apartheid real, conduzido com violência e hipocrisia oficial.
Os bem pensantes europeus fecham os olhos para a repressão criminosa das diversas polícias e disfarçam uma amnésia da própria história de acumulação de riquezas às custas da espoliação das ex-colônias.
Os grandes diamantes exibidos aos turistas pela realeza britânica ou no Museu do Louvre não foram extraídos de minas da Inglaterra ou da França.
O alto nível de vida na pequena Holanda se deve em grande parte à riqueza acumulada pelas Companhias das Índias, que andaram pelo Nordeste brasileiro e foram até a Indonésia.
A Suíça continua lavando (dinheiro) mais branco. Os paraísos fiscais ajudam a acumulação a passar despercebida.
A pequena e rica Bélgica quanto deve ainda a antiga propriedade do Congo?
Ao sul do Mediterrâneo, reinam ditadores facilmente manipuláveis pelos donos do dinheiro grosso, guerras infindáveis, imagens dos famintos, como culpados pelo próprio destino.
A afetação de pretensa superioridade europeia plaina sobre a crueldade cometida contra os africanos.
Até o Japão que se aliou aos eugenistas alemães na Segunda Guerra Mundial teve em goleiro preto. O time da Argentina, que se considera mais europeia que latinoamericana, foi um caso raro de time só de brancos.
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