By Andréia Rodrigues . Crime/Ação ‧ 1h 59m
Hoje é dia de entrar em uma viajem alucinante com a obra Assassinos por natureza, dirigido por Oliver Stone, e ator Quentin Tarantino, onde a violência é um dos pontos primordiais dessa trama sangrenta.

Sinopse:
“Mickey Knox e Mallory Wilson não são um casal típico: após matarem o pai abusivo dela, eles embarcam em uma viagem sangrenta que faz mais de 50 vítimas. O casal costuma deixar, entretanto, uma pessoa viva, para que ela possa contar todos os detalhes do massacre. Isso os eleva a “queridinhos” da mídia sensacionalista, personificada no ambicioso jornalista Wayne Gale. Perseguidos pelo implacável detetive Jack Scagnetti , Mickey e sua amada são finalmente presos, mas terão uma chance de escapar.”
Já adianto que essa película é extremamente complexa, não temos mocinhos, e ao assistir ficamos confusos de estar torcendo para que dois assassinos sádicos fiquem juntos no final. Isso vem muito da atuação sensacional de Woody Harrelson, que dá vida ao personagem Mickey Knox e Juliette Lewis vive a louca Mallory Knox, que formam um casal apaixonado, porém perigoso e que tomam atitudes completamente fora da caixa.

Somos apresentados a família desequilibrada de Mallory, onde ela possui um pai abusador, uma mãe que não toma nenhuma atitude e um irmão mais jovem que pode ou não caminhar pelo mesmo destino do pai. Essa cena é mostrada em formato de Sitcom o que causa um certo estranhamento, talvez para mostrar como aquele casal é insano, como conseguíssemos entrar dentro das memórias deles.
Vemos o pai, vivido pelo ator e comediante Rodney Dangerfield, que como sempre trás uma atuação incrível e assustadora, é um personagem repugnante e repulsivo, sempre lançando olhares fora do normal para a filha e dizendo frases de cunho sexual em plena mesa de jantar, é muito nojento.
Até a chegada de Mickey, um simples entregador de carne de um açougue, que começa a conversar com Mallory, onde já vemos que ocorre amor a primeira vista, com mudança de trilha sonora e tudo. Eles roubam o carro do pai da garota, levando Mickey para cadeia, onde ao fugir da prisão que é outra cena cheia de efeitos e trilha incrível, nos leva ao assassinato do pai e da mãe de Mallory, o irmão de “Mal” é poupado.
A partir daqui temos uma trilha de utilização de drogas, assassinatos e torturas recheados com imagens hipnotizantes, com animações, filtros de câmera de todas as cores possíveis como se estivéssemos drogados como os protagonistas. Até sermos apresentados ao detetive Jack Scagnetti (Tom Sizemore), que persegue os dois assassinos, mas também não é um mocinho da história, sendo mostrado como outro sádico e obcecado por Mallory.
Não vamos esquecer do papel primordial da mídia na obra, que trás o personagem Wayne Gale (Robert Downey Jr.) como um apresentador sensacionalista e de carácter questionável que está atrás da entrevista que vai catapultar o seu programa de televisão. Não podemos esquecer do personagem Warden Dwight McClusky vivido por Tommy Lee Jones, que interpreta o mais caricato gerenciador de uma prisão já feito, ele está maravilhoso em todos os aspectos.
Estranhamente não sabemos muito sobre de onde veio o personagem do Mickey, apenas em alucinações e pesadelos que podemos, observar que ele possivelmente foi abusado pelo pai, e o matou, talvez por vontade próprio ou por acidente, não fica claro, mas pela insanidade apresentada vemos que ele trás essa carga de loucura da infância.
O principal objetivo da película é mostrar como a mídia sensacionalista pode transformar assassinos em celebridades, e como tudo pode ser distorcido com a boa utilização de palavras e imagens bem colocadas.

Quero deixar a cena do encontro com o indígena como uma das mais incríveis do filme, e depois claro a “maravilhante” perseguição na farmácia, que leva a prisão dos dois assassinos. É ação, é música, é sangue é loucura de mais, é muito… muito inesquecível.
O retorno financeiro de “Assassinos por Natureza” foi considerado um sucesso comercial expressivo, especialmente por se tratar de um filme extremamente experimental, com classificação indicativa restrita (R-rated) e envolto em intensas polêmicas devido ao seu teor violento e à sátira ácida à cobertura midiática.

É incontestável que é um filme que mais parece uma obra de arte, a fotografia é linda, todo print do filme pode virar um pôster ou um quadro de tão lindo e a trilha é muito boa, vou colocar aqui abaixo.
Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994) foi produzida por Trent Reznor (do Nine Inch Nails) e traz canções de Leonard Cohen, L7 e Patti Smith. Lançada em 23 de agosto de 1994, a compilação mistura rock industrial, grunge e folk sombrio para refletir o tom caótico e satírico do longa dirigido por Oliver Stone.
Principais Músicas da Trilha Sonora:
- “Waiting for the Miracle” – Leonard Cohen
- “Shitlist” – L7
- “Rock N Roll Nigger” – Patti Smith
- “Sweet Jane” – Cowboy Junkies
- “Burn” – Nine Inch Nails
Você já viu essa obra cinematográfica, curtiu? Você acredita em tudo que é a presentado na mídia ou você procura informações de várias fontes?
Elenco:
Elenco Principal em Ordem Alfabética
- Edie McClurg (Mãe da Mallory)
- Everett Quinton (Diretor Adjunto Wurlitzer)
- Jared Harris (Garoto de Londres)
- Juliette Lewis (Mallory Knox)
- Maria Pitillo (Deborah)
- O-Lan Jones (Mabel)
- Pruitt Taylor Vince (Diretor Adjunto Kavanaugh)
- Robert Downey Jr. (Wayne Gale)
- Rodney Dangerfield (Pai da Mallory)
- Russell Means (Velho Índio)
- Sean Stone (Kevin)
- Steven Wright (Dr. Emil Reingold)
- Tom Sizemore (Detetive Jack Scagnetti)
- Tommy Lee Jones (Diretor Warden Dwight McClusky)
- Woody Harrelson (Mickey Knox)
Diretor: Oliver Stone
Autor: Quentin Tarantino
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Uma Obra-Prima absoluta, um dos melhores filmes dos anos 90, sensacional, amo esse filme
Parabéns pela análise, um dos roteiros do Tarantino que virou filme e que não formam dirigidos por ele, preciso rever esse filme, gosto muito do Woody Harrelson