37 Anos Sem Luiz Gonzaga.

Datas Música

Hoje, dia 02 de Agosto faz 37 anos que o grande Luiz Gonzaga morreu. Dia 02 de Agosto de 1989, o rei do baião nos deixou aos 76 anos, em Sergipe. Ele vítima de parada cardiorrespiratória e câncer de próstata. Mas vou falar sobre sua trajetória como uma pequena homenagem a esse grande cantor e compositor.

Luiz Gonzaga (1912–1989), conhecido mundialmente como o Rei do Baião, foi um dos mais importantes cantores, compositores e sanfoneiros da história da música popular brasileira. Nascido dia 13 de Dezembro de 1912 em Exu, no Sertão de Pernambuco, ele foi o principal responsável por apresentar e popularizar os ritmos nordestinos — como o baião, o xote, o xaxado e o forró — em todo o território nacional. Vestido com seu icônico chapéu de couro e gibão, Gonzagão transformou a realidade, as dores, a seca e as belezas do povo sertanejo em poesia e melodia.

Luiz Gonzaga começou a cantar profissionalmente no ano de 1945, quando gravou sua primeira música com vocais, Dança Mariquinha. Antes disso, sua carreira musical havia começado oficialmente em 1939 no Rio de Janeiro, mas ele atuava estritamente como sanfoneiro instrumental (apenas solando o acordeão, sem usar a voz).

Luiz Gonzaga passou os anos 1930 servindo como soldado. Ele viajou pelo Brasil e aprendeu a tocar a sanfona de 120 baixos. Ao sair do Exército em 1939, decidiu ficar no Rio de Janeiro. Para ganhar a vida, começou a tocar em bares, cabarés e zonas de prostituição da Lapa e do Mangue. No início, ele se apresentava de terno e gravata. Seu repertório consistia em músicas estrangeiras e urbanas da moda, como tangos, valsas, choros e foxtrotes.

Em 1940, começou a se inscrever em programas de calouros. Ele era constantemente rejeitado ou recebia notas baixas porque os jurados achavam que ele era apenas “mais um” tocando músicas que não combinavam com sua origem. : Um grupo de estudantes cearenses ouviu Gonzaga tocando na noite e perguntou por que ele não tocava as músicas do sertão nordestino. E aí começou a virada de chave.

Em 1941, Gonzaga seguiu o conselho e se inscreveu no famoso programa de calouros de Ary Barroso. Ele tocou a música instrumental Vira e Mexe (de sua autoria). O impacto foi imediato: tirou nota máxima, venceu o concurso e conseguiu seu primeiro contrato de gravação.

Embora fizesse sucesso com a sanfona, a gravadora resistia a deixá-lo cantar por achar sua voz “pesada” e fora dos padrões da época. Isso mudou em 1945 com o sucesso de Dança Mariquinha. A partir dali, ele encontrou seus grandes parceiros de composição, adotou o chapéu de couro de vaqueiro e se transformou no mito que o Brasil conhece.

A canção Asa Branca (composta em parceria com Humberto Teixeira) tornou-se uma espécie de hino não oficial do Nordeste brasileiro, retratando o sofrimento da seca e a migração forçada. Além de Asa Branca temos outros grandes sucessos como: O Xote das Meninas, A Vida do Viajante, Qui Nem Jiló, Respeita Januário e Pagode Russo.

Ele é pai de outro grande cantor e compositor brasileiro: Gonzaguinha e dessa forma mantendo uma linhagem musical que ainda hoje influencia as novas gerações através de seus netos. : Mais do que um gênero musical, Gonzaga criou um sentimento de pertencimento para os nordestinos que migravam para outras regiões do país.

Eu ouvi e ainda ouço muito Luiz Gonzaga e Gonzaguinha. Confesso que não esperava já fazer quase 40 anos a sua partida. Fica em paz onde você estiver: Grande Mestre Luiz Gonzaga.

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