Segundo o Uol notícias, a Justiça do Trabalho determinou que o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, está proibido de fazer manifestações político e eleitorais dentro de suas lojas ou em qualquer canal institucional da empresa. Essa decisão liminar, foi assinada em 23 de Setembro pela juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro, do TRT-18 e atendeu parcialmente a uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT)
Luciano Hang não pode gravar, divulgar ou proferir conteúdos de teor político e eleitoral em estabelecimentos, reuniões, treinamentos ou mídias da Havan e se ele não cumprir essa proibição terá que pagar uma multa de R$ 50 mil por evento ou publicação irregular. Além disso, a empresa deve fixar avisos informando que todos os funcionários são inteiramente livres para votar conforme suas próprias convicções.
Nos dias de votação das eleições, a Havan deve garantir a liberação dos funcionários escalados por pelo menos 4 horas contínuas, sem qualquer desconto no salário ou a necessidade de compensação de horas. E se não o fizer, a multa será de R$ 1.000 por cada trabalhador prejudicado.
O processo aconteceu devido um discurso feito por Luciano Hang no dia 29 de Agosto durante a inauguração de uma filial em Caldas Novas, em Goiás onde ele criticou a extinção da escala de trabalho 6×1 e a classificou como “estelionato eleitoral”. Para o MPT essa fala configurou como assédio eleitoral por associar o voto de outubro à perda de poder de compra e ao risco de desemprego dos trabalhadores.
O órgão está pedindo ainda uma indenização de R$ 30 Milhões por danos morais coletivos, mas o pedido ainda será analisado no mérito da ação. Em nota oficial Luciano Hang declarou que tem o direito de exercer sua liberdade de expressão e dar opiniões sobre temas nacionais. Ele disse que não mencionou nenhum candidato ou partido específico e que se sente alvo de perseguição política desde 2018 pelos seus posicionamentos públicos.
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