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Marcelo Kricheldorf
O filme “Bang Bang” (1971), dirigido por Andrea Tonacci, é uma obra-prima do Cinema Marginal brasileiro que desafia as convenções tradicionais do cinema. Neste artigo, vamos analisar os temas que tornam esse filme tão singular e inovador.
Um dos temas centrais do filme é a impossibilidade de comunicação. Os personagens são apresentados como isolados e incapazes de se comunicar de forma eficaz, refletindo o contexto da ditadura militar no Brasil. A falta de comunicação é apresentada de forma crua e realista, mostrando a dificuldade dos personagens em se conectar uns com os outros.
“Bang Bang” é um exemplo clássico do Cinema Marginal, um movimento que surgiu no Brasil nos anos 1960 e 1970. Esse movimento se caracterizou por uma linguagem não clássica e uma abordagem experimental, desafiando as convenções tradicionais do cinema. O filme de Tonacci é um exemplo perfeito dessa abordagem, com uma narrativa fragmentada e uma utilização criativa de recursos cinematográficos.
A linguagem fílmica de “Bang Bang” é caracterizada por uma utilização criativa de recursos cinematográficos, como a edição e a fotografia. A edição é utilizada para criar uma atmosfera de desconexão e fragmentação, enquanto a fotografia é utilizada para criar uma imagem crua e realista. A linguagem fílmica do filme é inovadora e experimental, desafiando as convenções tradicionais do cinema.
A censura foi um tema importante no contexto da produção de “Bang Bang”. O regime militar no Brasil exercia uma forte censura sobre as obras de arte, e os cineastas tinham que lidar com essa questão de forma criativa. Tonacci utilizou a autocensura como uma forma de driblar a censura, criando uma narrativa que era ao mesmo tempo crítica e sutil.
A representação da corporalidade é outro tema importante no filme. As cenas de dança são utilizadas para criar uma atmosfera de sensualidade e liberdade, enquanto as cenas de violência são utilizadas para criar uma atmosfera de tensão e agressividade. A corporalidade é apresentada de forma crua e realista, mostrando a complexidade da experiência humana.
“Bang Bang” é um filme que inova em termos de linguagem cinematográfica. A utilização de recursos cinematográficos, como a edição e a fotografia, é criativa e experimental, desafiando as convenções tradicionais do cinema. O filme é um exemplo perfeito da experimentação e inovação que caracterizam o Cinema Marginal.
O contexto histórico em que o filme foi produzido é fundamental para entender a sua análise fílmica. A ditadura militar no Brasil exercia uma forte censura sobre as obras de arte, e os cineastas tinham que lidar com essa questão de forma criativa. O filme reflete o contexto histórico da época, mostrando a tensão e a repressão que caracterizavam a sociedade brasileira.
A relação entre imagem e som é outro tema importante no filme. A utilização de som e imagem é criativa e experimental, criando uma atmosfera de desconexão e fragmentação. A relação entre imagem e som é utilizada para criar uma sensação de tensão e agressividade, mostrando a complexidade da experiência humana.
A narrativa fragmentada é uma característica importante do filme. A história é apresentada de forma não linear, com flashbacks e saltos no tempo.É utilizada para criar uma atmosfera de desconexão e fragmentação, mostrando a complexidade da experiência humana.
Ficha Técnica do Filme Bang Bang (1971)
Informações Gerais
- Título: Bang Bang
- Gênero: Drama, Experimental
- Duração: 82 minutos
- Ano de Lançamento: 1971
- País: Brasil
Equipe de Produção
- Direção: Andrea Tonacci
- Roteiro: Andrea Tonacci
- Produção: Andrea Tonacci e José Carlos Burle (produtor associado)
- Fotografia: Jorge Bodanzky
Elenco
- Maurício do Valle
- Lilian Lemmertz
- Maria Gladys
Outras Informações
- Distribuição: Difusão Cinematográfica do Estado de São Paulo
- Formato: 35 mm, preto e branco.
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Clássico do cinema nacional, parabéns pelo artigo
Obra Prima do Cinema Marginal.
Parabéns pelo Artigo.
👍🏼👏🏼
Bom