Análise do filme: Esqueça Paris. (1995)

Critica de Filmes

Dirigido por Billy Crystal, Debra Winger, Cynthia Stevenson, Joe Mantegna, Julie Kavner e William Hickey.

E mais uma vez eu coloco por aqui uma comédia romântica que está na minha lista das melhores da década de 90. Billy Crystal e Debra Winger estão ótimos nesse filme. Há cenas inusitadas e divertidíssimas, pelo menos para mim. Sabe aquele filme onde você ri o tempo todo? Essa sou eu vendo esse filme.

Esqueça Paris é uma comédia romântica que foi dirigida e protagonizada por Billy Crystal. E só aí o que você espera do filme? Dar muita risada. Com certeza, já que ele tem um ótimo senso de humor. E esse filme mistura humor, desencontros amorosos e as complexidades do casamento moderno.

Eu adoro a química que Billy Crystal tem com a Debra Winger. Achei que os dois combinam muito. A trama gira em torno de Mickey Gordon (Billy Crystal) e de uma forma bem inusitada. Ele é árbitro de NBA e está em um jogo de basquete em Nova York. Ele decide abandonar o trabalho no meio da partida de basquete ao saber que seu pai tinha morrido.

Com isso, ele viaja às pressas para Paris, onde vai precisar organizar os trens do funeral. E foi em uma companhia aérea que ele virá conhecer a mulher da sua vida, Ellen Andrews (Debra Winger), uma funcionária da companhia aérea e que está enfrentando seus próprios conflitos pessoais e profissionais.

O encontro casual entre os dois rapidamente se transforma em uma conexão especial. Mickey se encanta pelo espírito independente e pela inteligência de Ellen. Enquanto ela o vê como alguém sensível e genuíno.

E mesmo em meio ao luto, os dois começam um romance intenso pelas ruas de Paris, embalados pela atmosfera romântica da cidade. Quando Mickey precisa voltar para os Estados Unidos, eles decidem manter o relacionamento que mais tarde se transforma em casamento.

E a partir daí a narrativa muda. A história dos dois em grande parte é contada por relatos e flashbacks narrados por amigos e conhecidos. E nós ficamos sabendo o que acontece depois do “e que sejam felizes para sempre”. A rotina, os conflitos domésticos, as inseguranças e as frustrações que começam a minar a relação.

O que é natural em todo tipo de relacionamento já que isso normalmente acontece. Há sempre altos e baixos e isso é normal. Ellen se sente cada vez mais frustrada com as escolhas profissionais de Mickey e com o avanço de sua carreira na arbitragem, que o afasta constantemente de casa.

Acho mais uma vez que isso é natural se sentir dessa forma. Ele mal para em casa então o tempo de qualidade deles é precário. Uma das coisas fundamentais no relacionamento é a conversa e eles não estavam tendo muito. Já Mickey se sente incompreendido e isso fizesse que os dois brigassem muito. Começando com pequenas discussões que se transformaram em coisas maiores. E gerar um mal estar enorme.

A falha de comunicação, o orgulho e as expectativas não atendidas fizeram que um grande romance que tinha tudo para dar certo e durar por toda uma vida se transformasse em uma relação marcada por decepções e ressentimentos.

Até o momento ficar insuportável para ambos. E o que eles fazem? Decidem se separar. A dor do término, no entanto, obriga a ambos a confrontarem as suas próprias falhas e refletirem sobre o que realmente interessa e importa a ambos.

Mickey começa a entender o peso de suas atitudes e os sacrifícios que Ellen fez por ele. Enquanto ela percebe o quanto suas frustrações pessoais influenciaram o fim do casamento. Esse passo que ambos fizeram é muito importante. Porque não é todo mundo que admite seus próprios erros e falhas. E além de entenderem e verbalizarem isso para o parceiro, eles começam a tentar “consertar e sarar” o casamento deles.

Quando eu soube que esse filme era dirigido por Billy Crystal já fiquei pensando que seria algo inteligente. E que te faria refletir sobre relacionamentos amorosos. Dito e feito. Me encanta todos esses detalhes.

O filme deixa em aberto uma reflexão sobre o amor real, imperfeito, cotidiano e longe dos contos de fada. Embora haja uma chance de se reconciliarem, a trama propõe uma visão mais madura sobre relacionamentos, mostrando que o amor não termina no casamento. Muito pelo contrário, normalmente começa. E é onde o casal enfrenta as dificuldades de convivência, dos sonhos individuais e da necessidade constante de diálogo.

O filme se destaca por mostrar o que vem depois do encantamento inicial, abordando com sensibilidade e humor as dores e as delícias de amar na vida adulta.

E aí?  Vocês gostaram desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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2 thoughts on “Análise do filme: Esqueça Paris. (1995)

  1. Sim, concordo 100% com o nível da crítica. Este filme para mim também está entre as melhores comédias românticas da década. Muito me impressionou o completo sumiço de Debra ( uma das lindas atrizes icônicas da década de 80) das telas depois deste filme. Ela ainda está absurdamente linda, na época deste filme. Filme que aborda os conflitos de ambos ( do casal) com muita profundidade e sensibilidade sem nunca perder o clima leve e romântico da história! O amor de ambos de um pelo outro acaba superando tudo – e gostei imensamente do final – quando os tais amigos que contam a história de ambos em flashbacks – acabam encontrando o casal em clima de total harmonia e felicidade. Gente!!! Como o cinema – perdeu, nas últimas décadas em termos de roteiros e de grandes atores e atrizes. Neste filme – um clima produto de uma época que deixou muita – mas muita saudade no coração – de quem inclusive viu este filme no cinema.

    1. Pois é, meu amigo Paulo. Eu sinto falta sabe dos filmes com a Debra Winger e do Billy Crystal. E na década de 1980 passava muita coisa dos dois né. Ainda bem que tenho algumas mídias físicas de ambos. Mas eu tenho o maior carinho das comédias românticas da década de 80 que tinha uma pegada mais inteligente.

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