Análise do filme “O bebê de Rosemary” (1968)

Critica de Filmes Terror

O Bebê de RosemaryProdução de Roman Polanski de 1969, esse filme de terror psicológico é sutil e claustrofóbico. A claustrofobia é interna, pois a personagem principal, vivida por Mia Farrow em, talvez, sua melhor interpretação no cinema está presa em seu mundo interior, em seus pesadelos, medos, na sua solidão. Não há grandes sustos, apenas uma tensão crescente em torno da mesma. Várias interpretações foram dadas à paranoia de Rosemary acerca dos acontecimentos macabros que ocorrem desde que ela e seu marido se mudam para um novo apartamento dispostos a iniciar sua vida e ter um filho, desde que ela tinha inveja da carreira do marido, e, atribuía características demoníacas aos vizinhos que tentavam o ajudar até uma psicose gravídica. Ira Levin, autor do livro “A Semente do Diabo “do qual o roteiro do filme foi adaptado é autor de obras que em suas alegorias criticavam o machismo, assim como em “Mulheres Perfeitas’. Sob essa ótica o filme pode ser visto, sim, como uma crítica à forma como a sociedade tratava as mulheres no pós guerra. Aqui, uma mulher é submetida à todas formas de violação de seu corpo e de suas vontades, é sequestrado o seu sonho de ser mãe, e tudo é justificado por sua condição feminina, os hormônios, sua fragilidade, sua capacidade de raciocinar e escolher o melhor para si e seu filho. Spoiler Ela é estuprada, drogada, tem sua sanidade questionada, e, no final tem seu filho utilizado para a ascensão profissional do marido Guy.Este usa uma técnica denominada Gaslighting [{onde uma pessoa é levada a duvidar de suas memórias e percepção da realidade} para confundi-la. ‘com um roteiro bem delineado e sem vícios, que não deseja assustar de graça, {e talvez pelo mesmo motivo}, choca mais do que qualquer outro terror. ‘O Bebê de Rosemary” é filme para ver, rever e se fascinar, sensação cada vez mais rara nos dias de hoje ‘Citação do crítico Darlano Didimo. Concordo com o crítico citado acima. Não é um filme para “pular na poltrona”, mas, para se apreciar como fazer um terror que dialoga com nossos medos subconscientes, que prende o espectador num crescente até o clímax final, onde o que mais se espera não nos é revelado ver.

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