O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu oficialmente o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após ele fazer afirmações falsas sobre a segurança e a origem das urnas eletrônicas brasileiras. O senador Flávio Bolsonaro fez as declarações sobre as urnas eletrônicas na terça-feira, 21 de julho de 2026.Ele proferiu o discurso durante o evento “Debating Brazil” (Debatendo o Brasil), realizado em Brasília com a presença de diplomatas e embaixadores estrangeiros.
Durante o encontro com a comunidade internacional, o senador utilizou um suposto relatório da agência de inteligência norte-americana (CIA) para levantar suspeitas de fraude nas eleições venezuelanas de 2012. Flávio Bolsonaro declarou aos diplomatas que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, referindo-se à companhia Smartmatic, de origem venezuelana. Com base nisso, pediu o envio massivo de observadores estrangeiros para o pleito brasileiro.
O tribunal, sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques, reagiu rapidamente divulgando uma nota técnica (originalmente emitida em 2020 e 2022, e atualizada em julho de 2026) que rebate ponto a ponto a acusação:
O TSE reiterou que são totalmente falsas as mensagens de que a Smartmatic forneça urnas ou softwares para as eleições no Brasil. Todo o projeto e o sistema eletrônico de votação são concebidos, desenvolvidos e geridos integralmente e exclusivamente pela Justiça Eleitoral brasileira.
A Corte esclareceu que a Smartmatic participou de licitações anteriores apenas para prestar suporte técnico, operacional e treinamento de profissionais. A empresa nunca teve acesso à programação, aos códigos-fonte ou ao desenvolvimento dos sistemas das urnas eletrônicas. O tribunal frisou que as urnas operam de forma isolada, com comunicação criptografada e sem qualquer conexão com a internet ou redes públicas, o que impede manipulações externas.
Após a forte repercussão negativa, a equipe de campanha e a defesa jurídica de Flávio Bolsonaro emitiram uma nota oficial. No texto, o grupo recuou e afirmou que o senador “não questionou a integridade do sistema de votações no Brasil” e manifestou sua “integral confiança” na Justiça Eleitoral, justificando que a menção ao relatório visava apenas sugerir mais transparência.
Fontes: Folha de São Paulo, G1 e O Globo.
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