Análise “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro” (2010)

Critica de Filmes

Ainda melhor que o primeiro, outra grande obra-prima do cinema nacional, o filme tem boa ação e ótima história em critica a corrupção politica e policial.

Esse segundo filme com produção da Globo Filmes, na época que lançado se tornou a maior bilheteria do cinema brasileiro com quase 11 milhões de telespectadores no cinema, superando Dona Flor e Seus Dois Maridos de 1976.

Agora Capitão Nascimento (Wagner Moura) 13 anos depois, tem outro desafio na sua carreira, mas ainda sobre o comando do Bope.

Quando tem a rebelião no presidio Bangu 1, o líder do comando vermelho (Seu Jorge) é morto pelo agente do Bope Mathias (André Ramiro), o que enfurece as autoridades e mexe com a opinião pública.

Mas ao mesmo tempo que alguns estão incomodados com o Capitão Nascimento, outros superiores não querem ficar mal com o coletivo, pois o Nascimento é querido pelo público, então Capitão Nascimento é exonerado do Bope, porém é promovido para subsecretário de segurança pública no Rio de Janeiro.

Agora Capitão Nascimento terá novos problemas, um deles é na própria família, Diogo Fraga (Irandhir Santos) professor de história que virá deputado estadual e é casado com a ex-mulher do capitão Nascimento (Maria Ribeiro) e influencia na opinião do filho do Nascimento, Rafael (Pedro Van- Held).

Outra dor de cabeça para o Roberto Nascimento, é o Major Rocha ( Sandro Rocha) que é o corrupto e vai passar a ter lucro com negócios na favela, roubando o comando do Fábio (Milhem Cortaz).

O título como dito, o inimigo agora é outro, pois enquanto no primeiro Nascimento combatia o trafico, nesse segundo vai lutar contra os próprios policiais corruptos, apesar do primeiro já abordar fortemente a corrupção policial, nesse segundo os corruptos vão pra cima do capitão Nascimento, aliados ao alto escalão, com grande corrupção politica envolvida.

Com bastante cena de ação, conspiração, queima de arquivo, um lado mais investigativo, mas com bastante critica social, equiparando o filme como uma espécie de Poderoso Chefão Brasileiro, com novamente a narração do capitão Nascimento, o filme é espetacular.

Com uma critica forte ao sistema, fazendo várias abordagens a opiniões politicas na visão dos personagens.

Destacando a frase inicial, “Pode até parecer clichê de filme americano, mas é na hora da morte que a gente entende a vida”, a cena em questão mostrada inclusive no trailer, do carro do Capitão Nascimento sendo fuzilado em uma emboscada, onde a cena tem uma reviravolta bem arquitetada, ao nível de muito fodastica de tão boa que é a realização do momento.

José Padilha dirige novamente muito bem o filme, com estilo um pouco diferente do primeiro, apesar de usar muito a câmera na mão , os enquadramentos são mais abertos, e um estilo mais de ambiente vigiado, a paleta de cores reflete a uma atmosfera diferente de clima mais urbano, a fotografia de Lula Carvalho tem contrastes mais frios, a edição do filme é por conta do talentoso Daniel Rezende, a sonorização do filme continua com muita qualidade, barulho bem alto, tiros bem feitos.

O elenco também conta com Tainá Müller, Rod Carvalho, André Mattos, Ricardo Sodré, Vitor Fraga, Fabricio Boliveira, Dudu Nobre, Roberta Arantes, Luciano Vidigal, Gabriel Teixeira, Francisco Salgado, Roney Villela, Cadu Fávero, Adriano Garib, Rodrigo Candelot.

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