Análise: Naza (2026)

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Sinopse: Filmado à noite, nos telhados de Tel Aviv, e a partir de depoimentos anônimos de militares e integrantes da inteligência israelense, o longa revela em detalhes os sistemas por trás do assassinato em massa, calculado, de civis palestinos em Gaza por Israel.

FICHA TÉCNICA

Direção: Yuval Abraham e Rachel Szor

Produção: The Guardian; JW Films (Jim Wilson)

Duração: 80 minutos

Idiomas: hebraico e inglês

País: Reino Unido

Som: Lars Ginzel, Benjamin Hörbe e Rob Farr

Vendas Internacionais: MK2

Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes

Vencedor do Prêmio Especial do Júri no 83º Festival de Veneza, “NAZA” foi aplaudido de pé por cerca de 25 minutos em sua estreia mundial, a maior ovação já registrada na história do festival. Filmado à noite, em segredo, nos telhados de Tel Aviv, o documentário reúne depoimentos anônimos de integrantes das forças militares e de inteligência de Israel para investigar os sistemas usados nos ataques em Gaza que vitimam civis palestinos.

Na Itália, o filme foi lançado como um evento de três dias e teve a temporada estendida pela procura do público, superando nas bilheterias o relançamento de “Vingadores: Ultimato”. “NAZA” é uma produção do jornal britânico The Guardian e de James Wilson (JW Films), com produção executiva de Jonathan Glazer, dupla responsável por “Zona de Interesse”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional. No Brasil, a distribuição é da Vitrine Filmes.

O documentário mostra os depoimentos detalhados de um dos atiradores que fizeram os ataques a civis na Palestina, de uma forma sincera, com a verdade nua e crua sendo jogada na cara de quem assiste. Sem dúvidas é uma produção muito triste que te deixa pensativo e até desanimado com a humanidade, só de saber que as pessoas tem coragem de matar outras inocentes em busca de atingir um governo ou uma pessoa específica. É muito injusto inocentes serem obrigados a pagar por coisas que eles não tem culpa.

Isso vale para qualquer lado, do mesmo jeito que um lado está errado em utilizar métodos extremos para atingir seus objetivos e conseguir oque quer, o outro também estaria se tivesse querendo usar um método parecido para realizar seus desejos ou fazendo protestos contra essa violência na Palestina, mas ao mesmo tempo sendo a favor de pessoas criminosas e indo contra punição grave para quem comete crimes violentos. Tais crimes tem o mesmo peso que esse, de matar civis inocentes, de qualquer forma a segurança e a vida estariam comprometidas.

Agora indo para o lado técnico do documentário, gostei como eles fizeram o estilo de filmagem ser bem sucinto e simples, assim fica mais fácil de compreender. A cor escura usada nas imagens também tem tudo haver com a temática do assunto, foi bem escolhida, pois seria péssimo e nada haver colocar cores vibrantes e alegres nas imagens. Mesmo com poucas imagens exibidas para nós, ainda foi suficiente para entender do que se tratava, foi bem explicativo o modo como o jornalista conduziu a conversa.

No final da produção temos também acesso a imagens dos destroços deixados pelos ataques, oque foi bem horrível, porém realista. Assim, deixou claro para o espectador a realidade do que aconteceu, oque gera tristeza e revolta. Me deixou muito triste ver o homem que perdeu sua família chorando pelo ocorrido enquanto achava os corpos de seus filhos, foi de doer. É sempre triste ver pessoas inocentes morrendo. Por fim, digo que esses ataques em massa mereciam punição, assim como qualquer outros casos de mortes envolvendo pessoas inocentes. A violência contra pessoas de bem nunca deve ser aceita ou justificada.

Minha Nota: 7,5

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