Análise “A Outra História Americana” (1998)

Critica de Filmes

Uma obra-prima reflexiva, com roteiro e produção de primeira linha, artisticamente maravilhoso.

Um dos melhores filmes da década de 90, faz uma linha de meditação sobre ódio e arrependimento, com  momentos e frases impactantes, o filme toca na parte sentimental, ao estilo de Laranja Mecânica, transformando a violência usada de maneira necessária para reflexão humana e entendermos a mudança.

Um roteiro sensacional escrito por Devid McKanna.

Fazendo uma propaganda e retórica contra o racismo e nazismo, roteiro estrutural, estudando a mente violenta, o comportamento marginal. 

 A Outra História Americana ou no original America History X, que é o título da redação que o diretor Bob Sweeney (Avery Brooks) pede para Danny Vinyard ( Edward Furlong) escrever sobre seu irmão que Derek Vinyard ( Edward Norton) o mais popular skinhead da gangue do poder branco de Los Angeles.

 Derek tem no seu peito tatuado a suástica nazista e outras tatuagens no corpo de poder branco.

Por influência de seu pai bombeiro (William Russ), Derek teve uma adolescência e começo da vida adulta manipulada por ações preconceituosas, e sua mãe Doris (Beverly D’Angelo) se preocupa demais, pois seu irmão Danny o idolatra e está indo pelo mesmo caminho, situação que também preocupa o diretor Bob Sweeney.

 Derek preso por 3 anos, por matar 2 negros que assaltava seu carro, mas a prisão vai mexer com ele, transformando ele em um ser humano melhor e fazer ele abandonar seu passado racista

As atitudes do grupo liderada pelo Derek é influenciada por Cameron Alexander (Stacy Keach), um movimento neonazista com objetivo de destruir lojas e movimentos de negros e imigrantes.

Falando de momentos e diálogos que o filme acerta em cheio.

 O parceiro de funções na cadeia, chamado Lamont (Guy Torry) falando para ele, na cadeia você é o negro e não eu.

Ou para se pensar na frase do diretor para Derek:

Alguma coisa que fez tornou a sua vida melhor?

 Envolvendo boas reflexões humanas, atitudes por que o ser humano faz o que faz, atos inconsequentes que geram reações negativas.

Uma violência mais brutal e realista, com estilo mais pesado e sanguinário, sem amenizar os limites.

O filme é feito de cenas forte no seu contexto e visual.

Na cena em que tem um abuso sexual na cadeia, é intensa e fortíssima.

A câmera, fotografia funciona de maneira incrível, o jeito que a água do chuveiro desce, pássaros no mar, filmando várias casas, ruas, algo extraordinário feito por Tony Kaye que além de ser diretor do filme, também é diretor de fotografia.

Filmado várias cenas em câmera lenta, com muitos close-ups intensos, e cenas filmas em câmera baixa com plano contra-plongèe.

Uma trilha sonora muito bem encaixada.

Edward Furlong, Beverly D’Angelo , Guy Tirry em atuações de qualidade, e o que falar da excelente atuação de Edward Norton que inclusive foi indicado ao Oscar de 1999 de melhor ator, com certeza foi a melhor atuação de sua carreira.

Destacando ainda as frases de impacto do filme:

O ódio é um ônus

A vida é muito curta para estar sempre zangado.

O filme mostra uma reflexão em vários sentidos, e como somos enganados por pessoas que acreditamos, mas principalmente que o ódio só atrasa a vida.

No elenco também tem Fairuza Balk, Jennifer Lien, Ethan Suplee, Elliott Gould, Jason Bose Smith, Christopher Masterson, Joseph Cortese, Alex Sol, Giuseppe Andrews, Danso Gordon, Sam Vlahos, Antonio Lyons

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